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Drª. Mariane Monteiro Schmid e a evolução criminal.


Ele evoluiu: em 1998 foi processado por dirigir sem habilitação, agora em 2008 foi flagrado dirigindo sem habilitação, de maneira perigosa, embriagado e desacatou e agrediu aos policiais que o socorreram.

Drª. Mariane Monteiro Schmid, promotora de justiça da Comarca de Itu, explica que “é sabido que o criminoso comum começa praticar pequenos delitos e, quando não encontra limites no ordenamento jurídico, acaba praticando outros mais graves e lucrativos”.

Domingo, 27 de Janeiro de 2008. 21 horas
Rodovia SP-79, próximo ao Hospital do Pira, Itu, SP.

Uma viatura da Polícia Militar segue em patrulhamento pela Avenida da Paz Universal quando os policiais vêem que um uno branco que seguia em direção à Itu bate na traseira de uma moto derrubando seus dois ocupantes. O motorista não para e empreende fuga.

Os policiais solicitam pelo rádio apoio para a perseguição do carro e socorro às vítimas, seguindo no encalço do veículo. Bastaram mil metros para que o José Carlos chegasse ao trevo da Rodovia do Açúcar, e devido à alta velocidade saísse para o gramado onde o carro atolou, e mesmo cercado pelos policiais ele tentou vencer pela força os agentes da lei.

Dominado, o infrator foi primeiramente foi levado para o local do acidente e mais tarde ao delegado Dr. Antônio Carlos Padilha. Este contou que o ceramista estava exalando um forte odor etílico, e a embriagues que foi confirmada pelas peritas Drª. Maria Heloísa de Angeli Loureiro e Drª. Maria das Gracas Silva de Jesus, que ao analisar o sangue de José Carlos encontraram 3,3 g/l.

Com a mesma dosagem alcoólica no sangue, alguns anos atrás, um caminhoneiro atropelou um ciclista a poucos quilômetros do mesmo local onde José Carlos cometeu agora este delito. Aquele motorista acabou sendo condenado a seis anos de prisão pelo Tribunal de Júri da Comarca de Itu.

José Carlos teve sorte: os motoqueiros não se feriram e além dos danos nos veículos foi condenado por todo seu leque delituoso a uma pena de apenas seiscentos reais divididos em três pagamentos, em favor do Instituto Formando Gente.

E quem sabe, consiga demonstrar que a Drª. Mariane estava errada e que ele não voltará em 2018 ao tribunal com um atropelamento com morte, um novo passo em sua prevista evolução delituosa.

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