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O último dos manos da Cidade Nova em Itu.

Eram quase duas da madrugada do domingo, 30 de abril de 2000.

Bebidas e mulheres foram as justas pagas para aqueles dois rapazes trabalhadores que ralaram a semana toda. Tudo corria bem. Severino e Adriano não iriam ficar sem companhia naquela noite. Bem, era o que pensavam.

Tribunal do Júri de Itu, 17 de novembro de 2009.

Com uma brilhante atuação dos defensores Dr. Afrânio Feitosa Júnior e Dr. Ricardo Ribeiro da Silva, a defesa tentou provar que Mocó agiu sob domínio de forte emoção. A luta dos advogados foi para fazer com que os jurados entendessem que o réu, nada mais fez que qualquer homem na mesma situação faria...

Mocó estava no bairro em que morava, e aparecem dois caras e começam a cantar a sua garota. Quando viu sua namorada já estava prestes a entrar no carro dos dois desconhecidos, ali bem na frente dele. Mais justa provocação que esta não haveria de existir!

Bar do Ceará fica na Cidade Nova em Itu no interior Paulista e se Lúcifer não vive naquele bairro deixou-o sob o domínio e as atrocidades da "Gangue dos Manos", um grupo que entrou com destaque para os anais do crime na região. O grupo formado inicialmente por adolescentes pichadores e pequenos infratores que atuavam graças a suavidade de nossas leis, evoluiu para um grupo armado que tentou dominar o bairro a custa de muita tortura e morte.

A Guarda Civil Municipal, as polícias Militar e Civil, apoiados pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, sob a brilhante e inesquecível atuação da Drª. Vânia Maria Tuglio, atuaram de forma rigorosa contra aquela horda. Foi o princípio do fim daqueles que pensaram em fazer da Cidade Nova uma grande favela, e agora passados exatos dez anos de seu auge, poucos integrantes daquela facção criminosa estão vivos, e estes ainda estão atrás das grades ou vivendo na miséria.

Marcelo Paulo da Silva, o Mocó, foi um daqueles jovens infratores e na naquela madrugada há uma década...

Severino Monteiro Costa e Adriano de Carvalho Vasconcelos não tinham idéia que estavam prestes a entrar no meio desta luta entre Titãs. Eles pensavam estar apenas azarando umas minas, nada mais.

Ambos contam que estavam lá se divertindo em frente aquele bar da Rua Lauro de Souza Lima quando um sujeito surgiu e atirou contra Adriano. Severino foi rápido, voou sobre aquele rapaz armado, derrubando-o ao chão. Começou a correr, mas foi em vão, Mocó já havia levantado e disparou duas vezes, acertando-lhe: o braço e o pé.

O Promotor de Justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze pediu aos jurados que inocentassem o réu dos tiros dados contra Severino, pois haveria a possibilidade de que os projéteis que o atingiram tenham sido disparados por outra pessoa, mas pediu a condenação pela tentativa de homicídio sobre Adriano. Apesar do brilhante trabalho de defesa, o réu, que já se encontrava preso, foi condenado a sete anos de prisão e assim a cidade de Itu terá que viver ainda mais algum tempo sem seu último mano.

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