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Para ganhar moral assumiu crime de outro.

Ao ver o corpo inerte caído a seus pés não pensou que seria ele quem pagaria pelo assassinato. Ele, um jovem simples que só desejava ser herói no mundo do crime – sonho de garoto de periferia. As primeiras lutas, o aprendizado. Todas as pessoas que o amavam, alertaram-no para os perigos da vida criminosa, e ele afinal, não era um malfeitor, apenas um rapaz singelo que ansiava ver-se reconhecido, ter renome, ser respeitado pelos manos. Tudo viria a culminar com sua prisão. Seria esta sua sina.

Madrugada de domingo, 11 de novembro de 2007.
Próximo ao Centro de Lazer TitiCidade NovaItu

Saem juntos de um forró nas proximidades Marcos Gomes de Queiroz Filho (Marquinhos) e Marcos Rogério dos Santos. Alguns minutos depois Marquinhos retorna sozinho. Marcos Rogério havia sido morto com chutes na cabeça e garrafadas.

Algumas pessoas comentaram ter visto Marquinhos discutindo a respeito de uma dívida com drogas com o micro-narcotraficante Marcos Rogério. Marquinhos também ajudou cavar sua reputação quando a todos dizia que ele tinha matado Marcos Rogério.

Sua prisão foi questão de tempo. Os depoimentos e as circunstâncias do crime apontavam-no como sendo o autor, mas principalmente ele mesmo, que anunciava isso aos quatro ventos. Mesmo perante as autoridades mantinha, assumia o crime.

Paraíba morreu, após ter assaltado uma pizzaria na Cidade Nova foi localizado por guardas municipais e trocou tiros, e levou a pior. Era o fim da carreira criminosa de um conhecido matador e um assaltante frio da região do Pirapitingui.

Finalmente a verdade começou a aparecer. Livres do medo, diversas testemunhas vieram até as autoridades trazer a verdade: Marquinhos nunca matou ninguém. Paraíba convenceu ao jovem levar Marquinhos até próximo do Centro de Lazer da Cidade Nova.

Se cometeu algum crime Marquinhos, foi ter sonhado em pertencer ao submundo. Marcos Rogério acompanhou Marquinhos, pois eram amigos de longa data, e nenhum dos dois imaginou que Paraíba queria o fim de um deles.

Marquinhos tinha família e amava aos seus: sua criança, seus pais, sua mulher. Paraíba não hesitaria em matar quem lhe fizesse frente, mandou o jovem assumir o crime, em troca ele seria respeitado como matador e teria a proteção do temido Paraíba.

Proposta aceita, dois anos atrás das grades por um crime que nunca cometeu. A verdade só veio à tona após o sexto tiro disparado pelo GCM Julio no verdadeiro assassino, que nunca mais virá a matar ou aterrorizar, pelo menos neste mundo.

O juiz de direito, Dr. Hélio Villaça Furukawa, devolveu a liberdade ao réu, que foi recebido em festa por sua família. Talvez agora, já não tenha mais o sonho dourado de viver no mundo sombrio do crime.

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