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Idosa assaltada no Bairro Presidente Médice em Itu.


Poucos minutos após uma da tarde, pai e filho chagam em sua Hilux à esquina da Rua Mario Bordini com a Rua Carmine Mazzulo no Bairro Presidente Médice, e vêem uma cena revoltante: um rapaz arrancava com violência a bolsa de uma idosa e montava em uma moto preta CG 125 para a fuga.
Este jovem no final será beneficiado pelo promotor de justiça Luiz Carlos Ormeleze.
O homem primeiro grita para o rapaz parar e como o jovem tenta fuga ele intercepta o meliante com sua caminhonete, prensando a Honda na calçada. Pai e filho descem e apenas com muito custo conseguem conter Anderson e chamar a polícia.
Barcelli nunca tinha passado por uma delegacia e não era conhecido por ser uma pessoa violenta, trabalhando no Lava Jato São Luiz, próximo da casa em que mora com sua mãe, teve sua estréia no mundo do crime fugaz como um relâmpago e devastador como um raio.
Deste crime Anderson talvez nem aproveite para si da experiência, tão importante em nossas vidas como fator de aprendizado, mas para aqueles que trabalharam neste caso nunca mais será esquecido e seu nome seu nome será lembrado por ter sido um caso único.
Após tentar resistir aos dois homens que tentavam prende-lo Anderson foi se acalmando... acalmando... aquietando... até calar-se de vez. Posto sentado na calçada lá ficou a espera da polícia e nada mais falou, não mais se mexia e nem reagia. Apenas seu corpo ficou presente.
Há quanto tempo nos agarramos a estas invasões bárbaras! E não contentes em resistir, ainda encontramos força e tempo para dar ao mundo os dois bem mais preciosos: a liberdade da alma e a clareza de espírito.
Não é pela vida que lutamos dia a dia, mas sim pela nossa alma, pela nossa consciência enquanto pessoas. Muitos lutaram e morreram pelo direito de pensar e expressar suas idéias, mas Barcelli desistiu deste que é o bem mais sagrado do homem – sua personalidade.
A delegada de polícia Drª. Lia Limongi Arruda Matuck Feres contou que o rapaz ao chegar estava prostrado, sem esboçar qualquer reação, sem responder a nenhuma perguntas e que seus familiares disseram que ele era usuário de drogas e já tinha sido internado duas vezes.
A médica legista Drª. Regina Maria Caramuru Moreno não quis se precipitar dizendo quanto a causa da alienação de Barcelli, se teria sido causada por impregnação medicamentosa ou por abstinência das drogas.
Posteriormente Dr. Nilo S. Viana A. Lima examinou Anderson e concluiu que devido a um estresse pós-traumático passou a um estado de ataxia e apenas uma intervenção psiquiátrica conseguiria reverter o quadro de incomunicabilidade e de humor reprimido.
O abacaxi estava então para ser descascado pela sociedade. O CDP de Sorocaba não aceitou o preso por se tratar de pessoa com problema mental, a delegada tinha que dar um destino ao rapaz que estava acompanhado de escolta 24 horas no Hospital São Camilo, e a sociedade não o queria de volta.
O juiz Dr. Hélio Villaça Furukawa alegando que é notória a falta de leito nos hospitais psiquiátricos e de custódia, determinou a liberdade provisória de Anderson, que agora está sendo levado por sua mãe ao Consultório de Saúde Mental da Praça Conde de Parnaíba.
Este foi o único caso em que vi o promotor de justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze mudar a acusação de roubo para furto tentado (cuja pena é praticamente nenhuma) beneficiando assim tanto o rapaz e como a Justiça que não está preparada para agir em um caso como este.
Para tanto o promotor alegou que o acusado usou da força para arrancar a bolsa da senhora sem jamais ter tocado nela, não agindo então com violência contra a vítima. Como diria o GCM Eiseu: “Intão tá!”

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