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O investigador Moacir Cova é acusado de tortura.


Muitos tentaram em vão derrubar aquele homem, pois não havia antro em Itu em que ele não houvesse penetrado, e em cada um deles ao sair deixava sua marca. Se as trevas tremiam ante a sua chegada, Hildo (Ildinho ou Vandão) tinha suas razões para declarar à juíza que não mais saía de casa de medo de apanhar daquele que o perseguia pelo seu negro passado.

É triste ver um homem adulto com medo de apanhar, mas a vida da marginalidade é um deserto árido e perigoso, onde os lobos andam nas pontas das patas, e mesmo assim a maioria sucumbe ante as víboras que por lá vivem. Hildo temia a repressiva força policial, mas um homem especialmente lhe dava arrepios: o Investigador de policia Moacir Cova.

Um garoto de treze ou catorze anos também disse a todos que o investigador o apertou pelo pescoço e o agrediu. Este jovem e sua família, cuja lei protege o nome, têm um histórico criminoso invejável ligado ao PCC, e de seus lábios saíram acusações que colocaram em dúvida o esclarecimento do caso: ele e Pâmela teriam sidos forçados a dar aqueles depoimentos.

Pâmela foi a causa do assassinato de Salvador Luiz, um cara legal, mas do tipo Valentão que quando bebia arranjava confusão com todo mundo, e que morava ao lado da casa de Pâmela no Bairro Alberto Gomes em Itu, e foi ali pertinho que acabou sendo morto com golpes de madeira e estocadas de chave de fenda.

Evandro, o garoto, e Hildo estão acostumados a enfrentar grandes tempestades, e não foram poucas vezes que foram pegos pela polícia. Para eles a vida no crime não era novidade, mas Evandro e Hildo agora eram acusados de assassinato, e o sucesso de sua defesa dependia do Júri acreditar que Moacir Cova forjou aqueles depoimentos.

Estas pessoas agora acusavam Moacir Cova de tortura para conseguir os depoimentos que culminaram com o esclarecimento do assassinato de Salvador. Os pais de Hildo e Evandro tentaram dar credibilidade aos depoimentos dos filhos, mas durante o Tribunal do Júri surgiu fatos que ligavam os pais também a práticas ilegais no passado, derrubando sua credibilidade.

Se o promotor de justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze desmascarou a trama familiar que ele acreditava estar sendo ali montada para livrar os rapazes das mãos da Justiça, o pior golpe ficou mesmo por conta dos próprios acusadores: Pâmela e o garoto.

Durante todo o processo eles declararam que os depoimentos foram conseguidos a custa de muita violência, numa sala onde só o investigador de polícia Moacir Cova e a garota estavam. Mas durante o processo o investigador informou que nenhuma violência tinha sido feita e todo o interrogatório de Pâmela tinha sido gravado em DVD (confesso que nem eu acreditei).

Como diria Chapolin Colorado: “Vocês não contavam com minha astúcia!!!”. E por essa nem Pâmela e nem o garoto esperavam. Moacir Cova apareceu com a gravação do interrogatório que provaria a prática da tortura ou não, e a gravação, jogou por terra todas as acusações.

O garoto em um de seus depoimentos ainda citou que havia na hora do interrogatório uma mulher gorda na sala contradizendo a si mesmo em outra ocasião, era sua curadora Marcia Pereira Cruz Pavoni Silva, a funcionária da Prefeitura de Itu. Pâmela teve em sua companhia durante o depoimento de sua mãe e da advogada Drª. Liliane Gazzola Faus.

Podia ter Moacir Cova agredido a eles nestas condições?

O advogado Dr. José Maria de Oliveira ficou em uma situação difícil, pois apesar do brilhante trabalho de defesa feito por ele, seu cliente foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Itu sem nenhuma prova material - toda acusação se baseou nos depoimentos de Pâmela e do garoto, que o defensor afirma que foram conseguidos à força por Moacir Cova.

Já o investigador Moacir Cova disse que não cometeu qualquer ilegalidade, pelo contrário, que provou sua lisura apresentando a gravação do depoimento, e acrescentou que Pâmela, o garoto e o outras testemunhas foram procuradas por um advogado de defesa para que mudassem o depoimento e passassem a acusá-lo como forma de desacreditar o processo.

Moacir ainda acrescenta que “no trabalho policial é comum ser acusado de ter agredido réus ou testemunhas, a final os acusados tendem falar de tudo para se livrar das condenações.”

Muitos tentaram em vão derrubar aquele homem, pois não havia local em Itu em que ele não houvesse penetrado, e naquela família ao sair deixou sua marca. Se as trevas tremiam ante a sua chegada, Hildo e seu irmão Evandro têm agora suas razões para temerem e odiarem a força policial, mas em especial ao homem que lhes perseguiu e tirou das ruas: o Investigador de policia Moacir Cova.

Comentários

  1. um dia toda verdade vira a tona !espero q seja logo pois um inocente n pode pagar por um culpado ! hildo nazario ferreira filho e inocente e a justiça dos homens e cega mas a d deus nao! ai veremos se esse moacir e tao profissional assim ou se trata de uma perceguiçao?

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  2. Sempre acreditei que o tempo é o Senhor da razão, desta forma vamos dar tempo ao tempo e ver quem é quem de fato.

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