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Abuso sexual de crianças e adolescentes em Itu.


Segundo Lobsang Rampa, no antigo Tibete ninguém sofria uma pena se fosse pego cometendo um delito, pois na realidade todos nós cometemos infrações, todos erramos, todos cometemos algum dia algum crime, alguns mais graves outros menos, mas nenhum de nós poderíamos jogar a primeira pedra (João 8: 7).

A diferença real entre um acusado e seus acusadores é apenas que ele foi descoberto em seu erro.

Basta ver a reação da imprensa no caso de José Maria Osti, o engenheiro acusado de manter relações sexuais com menores de idade, e outros casos semelhantes para se ver que os velhos tibetanos estavam certos. Estranho quando vejo algumas pessoas que sabidamente se relacionam com menores ou que as tenham negligenciado apontando o dedo.

Há nesse caso a suspeita de que o flagrante tenha sido armado, e se isso também é crime...
Dois pesos duas medidas.

Delituosos estão em todos os meios profissionais e classes sociais. Pessoalmente não creio que aquele que acusa ou divulgue deva ser uma pessoa de moral ilibada, mas deve ter coerência entre o que pensa e o que diz, assumindo suas posições. Quando o crime não é violento, atentando contra os costumes aí a coisa complica ainda mais, como foi o com Osti.

Ninguém deve sentar-se a escrever sem ter convicção formada, poupando muita perturbação a todos. Uma das críticas que sofro é que não enalteço a ação policial, acusando os criminosos. De fato, narro buscando entender o ponto de vista do acusado, mas é obvio que tenho o meu, que nem sempre está colocado no texto.

Um outro caso...

Dedos apontaram para um ceramista que saiu com uma garota de treze anos e o GCM Surian prendeu, este homem que nunca em sua vida ficou desempregado, pois quando saía de uma firma já entrava em outra, e nunca viu a cara do tal seguro desemprego, nunca usou drogas, cigarro ou bebida, e seu erro foi sair com uma daquelas “vagabundas da Favela do Isaac”, como ela e sua mãe são por lá conhecidas.

Antes e depois do rapaz ela passou pelas mãos de muitos homens, e hoje tem caso fixo e reconhecido com um senhor de quarenta anos... Dr. Marcelo Mattos Pacheco lutou pela liberdade desse jovem trabalhador levando testemunhas que demonstravam a vida desregrada das duas e contra a reputação do rapaz.

Um outro caso...

Dedos apontaram para Januário Renna, cuja vida profissional foi ceifada pela acusação de prostituir crianças e adolescentes. Será que alguém tinha dúvidas de que aquelas garotas já estavam na vida há muito tempo, e mesmo depois de sua prisão continuaram? Uma policial que acompanhou as garotas comentou que se assustou com a lascividade e com o palavreado usado por elas. Quem devia ter ido para a cadeia seriam seus pais que permitiram que elas chegassem aonde chegaram, mas não, dos pais só se exigiram os dedos, para apontar para Renna.

Um outro caso...

Durante a saidinha do Dia das Mães um presidiário beneficiado foi conduzido à DDM sob a acusação de ter mantido relações com uma garota de treze anos. O rapaz foi do presídio direto para sua casa no Jardin Novo Itu e de lá não saiu. A garota, sua conhecida, sabendo que ele lá estava foi com ele passar o final da noite. Chegou já de madrugada, pois passou boa parte da noite na muvuca da Praça da Matriz, onde ficou com vários rapazes e homens.

A mãe da garota já a encontrou quando pela manhã voltava para casa, e a menina não escondeu onde passou a noite dizendo o nome do homem com quem passou a noite. A mãe foi até a Delegacia da Mulher prestar queixa, e a garota pra lá de vivida nem sequer tentou proteger a insensatez de sua mãe. Dr. Gerciel Gerson de Lima acompanhou o caso e demonstrou que o homem nada devia à Justiça, a promotora de justiça Drª. Mariane Monteiro Schmid concordou com o defensor: a garota procurou a relação e pelo seu porte físico desenvolvido, o homem não poderia imaginar que ela tinha apenas treze anos, além do que ela já era uma garota devassa, não se podendo falar me corrupção de menor.

Agora tudo é pedofilia.

Um casal canadense foi preso ao mandar imprimir fotos em que sua filha de três anos aparecia nua tomando banho. Quando provaram à insanidade da detenção foram munidos de cartazes da criança nua fazer piquete em frente ao estabelecimento que os denunciou.

Um italiano beijou sua filha brasileira em uma praia do nordeste como o fazia em sua terra, nada que pudesse ser de fato ser considerado como ofensivo, mas hoje está trancafiado em uma cadeia esperando julgamento.

Chegam ao fórum da Comarca de Itu vários casos envolvendo este tipo de crime, boa parte deles é infundado, crianças sendo usadas por mães para atingir seus companheiros. Mas em Itu se faz justiça, os verdadeiros culpados sofrem penas altíssimas, mas os inocentes aqui são soltos, como provou o Dr. Gerciel, e como recomenda o Ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski que pediu prudência na aplicação da Nova Lei de Estupro, pois segundo ele é preciso interpretar a lei à luz dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.

Todos que conheceram Osti garantem que ele não merecia morrer, que era um amigo fiel e uma pessoa digna de respeito. Talvez tivesse sido condenado pela Justiça como aconteceu com o ceramista, talvez como Renna respondesse em liberdade, talvez como o presidiário fosse considerado inocente, mas nunca saberemos. Um familiar ao visitá-lo após sua prisão disse que preferia vê-lo morto, bem sua vontade foi feita: Osti enforcou-se em sua cela, usando seu moletom.

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