Rebelião em Bauru termina sem mortos ou feridos.


A rebelião no Centro de Progressão Penitenciária de Bauru se iniciou por volta das sete e meia da manhã de hoje (24/01) alguns agentes penitenciários ASPs fugiram para aguardar o reforço policial do lado de fora do semiaberto.

Segundo Gilson Pimentel Barreto, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, a rebelião começou quando três agentes penitenciários tentaram retirar um detento que estava portando um celular, a população passou a proteger o colega e os ASPs tiveram que desistir de retirá-lo.

Com a revolta 152 presos fugiram, sendo que pelo menos a metade já foram recapturados. Nenhum preso ou agente penitenciário foi morto ou ferido em confronto durante a rebelião, apenas alguns presos acabaram tiveram ferimentos leves durante a fuga ou os corres da revolta.

Como não há mais condições de ocupar parte do CPPIII, pois dois pavilhões estão parcialmente destruídos, 800 detentos serão transferidos, e dez dos recapturados responderão por formação de quadrilha e danos ao patrimônio e voltarão ao regime fechado com provável perda de benefícios.

Essa ação não tem ligação com a Guerra de Facções e não foi planejada pelo Primeiro Comando da Capital.

Primeiro Comando se prepara para entrar no Uruguai.



A Guerra entre as facções Primeiro Comando da Capital PCC e Comando Vermelho CV há muito ultrapassou nossos limites territoriais. O Serviço de Inteligência da Polícia Nacional do Uruguai alertou cinco províncias que fazem fronteira com o Brasil que estarão sujeitas a ações violentas das gangues brasileiras: Artigas, Cerro Largo, Rivera, Rocha, e Treinta y Tres.

A notícia foi inicialmente divulgada pelo site gaúcho A Plateia de Sant’Ana do Livramento informa que a polícia uruguaia foi avisada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo MP-SP que a facção paulista estaria distribuindo armas para seus membros nos estados do sul do país para agirem fora das fronteiras brasileiras. Além de assaltos estariam sendo planejadas ações dentro dos presídios daquele país.

Segundo dados do MP-SP o Primeiro Comando da Capital possuía em agosto de 2016 686 membros conhecidos no Rio Grande do Sul, o que demonstra que a organização tem uma presença significativa no estado, disputando ou fazendo alianças com diversos outras facções: Bala na Cara, Os Tauras, Os Manos, V7, Os Abertos, Unidos Pela Paz, Comando Pelo Certo CPC, e os Amigos Leais. Sendo que o mais importante é a facção Bala na Cara.

O medo de que a facção paulista organize dentro do Sistema Penitenciário métodos de recrutamento aos moldes dos existentes em todo o território brasileiro. Alguns membros da facção estariam custodiados naquele país e receberiam apoio de fora do presídio, aproveitando as alianças comerciais que hoje já existe entre o PCC e algumas gangues uruguaias ligadas ao tráfico internacional de armas.

As ações orquestradas pelo Primeiro Comando não teriam como objetivo apenas o controle da rota de acesso de drogas e armas. O Uruguai é utilizado há décadas como porta de saída para lavagem de dinheiro do Brasil e da Argentina, e o controle da área reforçaria a posição da facção paulista em relação às outras da América Latina, além de passar a controlar o envio de drogas para a África através do porto de Montevidéu, aproveitando a tecnologia de logística que adota nos portos brasileiros como o de Santos.

Após o assassinato do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani o Departamento de Estados Americano passou a investigar o impacto do novo posicionamento do PCC no Narcosul (Narcosur), como é chamado o Cartel Internacional de Drogas da América do Sul.

PCC, onde estão, quantos são, e qual sua força?


Relatório do Ministério Público de São Paulo, mostra que o número de filiados do Primeiro Comando da Capital (PCC 1533) era em 2016 de aproximadamente 18.000 espalhados em todo o território brasileiro, sendo que a maioria atua fora do estado de São Paulo — este número não inclui os integrantes das facções aliado: Amigo dos Amigos (ADA, Rio de Janeiro), Bonde do Maluco (BDM, Bahia), Bonde dos 13 (B13, Acre), Guardiões do Estado (GDE, Ceará) e o Bonde dos 40 (B40, Maranhão).

O que falamos neste site dos Amigos dos Amigos→ ۞
O que falamos neste site do Bonde dos 13 → ۞
O que falamos neste site do Bonde do Maluco → ۞
O que falamos neste site dos Guardiões do Estado → ۞
O que falamos neste site do Bonde dos 40 → ۞

No território paulista haveriam 7.000 PCCs e no restante do país 11.157, sendo que a possibilidade de crescimento fora de São Paulo é maior, visto que o mercado interno já está próximo a saturação, o número que circula dentro da facção no entanto é de aproximadamente 25.000 integrantes, e após o início das chacinas deste ano o ritmo de batismos fora do estado se intensificou.

A Guerra entre as Facções já era esperada.

A Família do Norte (FDN), o Sindicato do Crime (SDC-RN), e Comando Vermelho (CV), tentam impedir a hegemonia paulista cujas as causas teriam sido entre outras:

  • suposto acordo existente entre governo do estado de São Paulo com a liderança da organização criminosa que teria sido um dos responsáveis pela diminuição do índice de homicídios no estado e o fim dos ataques às forças de segurança paulistas; e
  • o crescimento da população carcerária brasileira de 90 mil em 1990 para 622.202 em 2016, um crescimento de 691,3% em 26 anos.
A estratégia do Comando é fechar as fronteiras de acesso ao narcotráfico.

Sendo uma organização informal, e não dispondo de meios eficientes de comunicação, depende de contato direto para administrar o crescimento, o que a obriga a ser reinventar a cada momento.

O controle do número de integrantes e suas contribuições, são administradas pela Sintonia do Progresso, mas como há sempre risco de cair nas mãos da polícia, parte das anotações seguem feitas manualmente, e não é possível se mensurar com exatidão o número de integrantes.

O Ministério Público do Estado de São Paulo publicou em agosto de 2016 a estimativa a qual comparamos com o número total de presos no Sistema Nacional. O Primeiro Comando, mudou seu foco, buscando ampliar sua base fora das muralhas, chegando a punir os integrantes que percam a liberdade.

População Prisional 2014Integrantes da Facção PCCRelação
Acre348657816,58%
Alagoas578597016,77%
Amapá26541676,29%
Amazonas74551161,56%
Bahia153992161,40%
Ceará2178913966,41%
Distrito Federal141711030,73%
Espírito Santo162341771,09%
Goiás132442792,11%
Maranhão60981612,64%
Mato Grosso103571721,66%
Mato Grosso do Sul149047805,23%
Minas Gerais612868551,40%
Pará132682401,81%
Paraíba95961741,81%
Paraná2870221007,32%
Pernambuco315101540,49%
Piauí32241033,19%
Rio de Janeiro393211140,29%
Rio Grande do Norte70814466,30%
Rio Grande do Sul280596862,44%
Rondônia76314115,39%
Roraima161078248,57%
Santa Catarina179141831,02%
São Paulo21905370003,20%
Sergipe43071984,60%
Tocantins32332126,56%
Total219.053187736,09%
População prisional infopen junho de 2014
Centro de Segurança Institucional e Inteligência do MP-SP ago 2016

Policial queima bandeira do SCD RN em Alcaçuz.


Em vídeo policial do Rio Grande do Norte após retirar uma bandeira do SDC RN coloca fogo e manda um recado para o presidente da facção:

Essa é uma bandeira do Sindicato do RN, tocaram o maior terror.
= Senhor Governador, bote o PCC lá para a casa do cacete.
Com medo do PCC.

Nós policiais somos imparciais!
Como eu falei ontem nós policiais somos imparciais eu fui buscar essa bandeira lá em cima porque eles estavam todos cantando de galo e gritando Cantando de galo e gritando 1814. Olha o que vai acontecer agora com a 1814.

Então eu acho assim. A sociedade não tem culpa não tem culpa da briga de você nós policiais estamos aqui para fazer o nosso trabalho se for preciso a gente faz.

Eu como policial faço junto com a minha equipe. Se vier pra cima vai achar vai encontrar e vai queimar no meio da praça. Nós não temos nada a ver com a briga. A sociedade não tem que pagar isso.

Para você presidente do sindicato eu tô dizendo isso porque a culpa foi de Mateus Mateus é que anda desafiando a gente aqui dizendo que vai tocar fogo nisso e naquele outro, e vão atirar em polícia. Eu sei que vocês não é de fazer isso, não pelo menos pelo que eu vejo. Vocês que são cabeça lá de cima não. Daí vem um laranjinha vem desafiar a polícia.

Então você quer arrancar cabeça de quem queimou a bandeira do RN, fique sabendo que a culpa foi do Mateus do Leningrado, não culpe o cidadão de bem que a gente não tem nada com o PCC ou o caralho a quatro.

Pronto, já tá pegando fogo com força.

Guerra entre facções PCCXCV em Mato Grosso do Sul.



Relatório Técnico da Agência de Inteligência do 5º Batalhão da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul alerta para ataques que estariam sendo planejados pelo Primeiro Comando da Capital contra os policiais matogrossenses.

O documento não traz mais detalhes de como se teria chegado a essa conclusão, apenas pede para verificar qual o procedimento a ser tomado, além disso, a análise da situação global do estado coloca em dúvida a realidade dessa ameaça.

O site midiamax justifica que haveria razão para a ameaça na Guerra entre Facções, cita também a morte de dois detentos no estado: Cristiano Carvalho de Mello no Presídio de Segurança Máxima de Naviraí e Júnior César Franco Petro na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, em ambos os casos os assassinos tentaram simular suicídio por enforcamento.

A ordem para o ataque aos Policiais Militares teria partido do Primeiro Comando da Capital PCC 1533 e contaria com 90 nomes na lista de alvos. O site no entanto não informa se as vítimas seriam apenas composta de PMs, ou de outros presos, assim como o relatório da Inteligência da PM não o faz.

Até o momento as facções tem focado suas ações dentro do sistema penitenciário, evitando as ruas. Os comunicados com credibilidade de todas as facções divulgados pelas redes sociais afirmam que não vão agir contra a população, no entanto não eliminam a possibilidade de agir contra o Estado e seus representantes.

Os presídios de Mato Grosso do Sul estão recebendo detentos dos estados do Norte que teriam liderado a chacinas em Boa Vista e em Manaus. A experiência já foi tentada anteriormente quando os filiados do PCC foram espalhados de São Paulo para os presídios do restante do país fazendo com que a facção paulista passasse a ser uma facção de âmbito nacional.


Segundo o site caaraponews a guerra entre as duas facções no estado ainda não começou pois tanto o Comando Vermelho quanto o Primeiro Comando da Capital estão atuando de maneira agressiva na filiação de novos membros. A Secretaria de Estado Justiça e Segurança Pública SEJUSP apurou que o PCC tem conseguido ampliar sua vantagem dentro dos presídios, em compensação o CV tem se fortalecido fora das muralhas.

O Primeiro Comando está bem organizado no estado e mantêm a média nacional de filiados (em torno de 5,23% para uma população carcerária de 15.000 detentos segundo o MP-SP, mas números não confirmados atestam que o PCC já chegou ao limite de 40%). O jogo de controle do estado é fundamental para o futuro da organização, pela posição estratégica do estado que faz fronteira com a Bolívia e com o Paraguai. O PCC já domina a Tríplice Fronteira após eliminar o Jorge Toumani Rafaat e conseguir o controle quase hegemônico dos presídios paranaenses.

Na última sexta-feira dia 20, Roberto David Cardozo Rojas integrante da facção Primeiro Comando foi morto em uma embostada próximo a cidade de Pedro Juan Caballero, possivelmente mais uma cartada nessa disputa na qual o Comando Vermelho e a Família do Norte (FDN) estão fazendo o possível para não perder definitivamente o controle da região, colocando um prêmio por cabeça dos líderes da facção rival mortos. O site caaraponews conta que a Polícia Civil identificou como sendo de Fausto Xavier Figueiredo do CV uma mensagem de áudio onde articulava a morte dos inimigos durante uma transferência de presos.

Outras facções além do Primeiro Comando da Capital, do Comando Vermelho, e da Família do Norte, atuam no estado e o posicionamento delas, apesar de não parecer fundamental pode fazer diferença: Primeiro Comando do MS, Primeiro Comando da Liberdade, e Grupo G.

A soma de todos esses dados colocam em dúvida o resultado do estudo apresentado no relatório do 5º Batalhão da Polícia de Coxim, se por um lado fica claro que a luta pelo poder entre as facções em Mato Grosso do Sul será acirrada e possivelmente com muitas mortes, por outro lado não há indícios que indiquem uma ação orquestrada contra as forças públicas, exceto é claro as que usualmente ocorrem.

Rebelião no presídio de Santa Cruz do Capibaribe.


Segundo relatório do Centro de Segurança Institucional e Inteligência do Ministério Público de São Paulo, divulgado em Agosto de 2016, o estado do Piauí é o que possui proporcionalmente a massa carcerária a segunda menor presença de integrante Primeiro Comando da Capital PCC 1533 (2,64%), e é a menor em números absolutos 161 integrantes.

O estado está dividido entre Primeiro Comando da Capital, Bonde dos 40, Primeiro Comando de Campo de Campo Maior (PCM), Primeiro Comando de Esperantina (PCE), e a Facção Criminosa de Teresina.

A rebelião começou na madrugada no Presídio de Santa Cruz foi confirmado uma morte, ferimento em doze, e três fugas, além desses um policial militar também teria saído ferido ao tentar mediar o confronto. O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Pernambuco informou que o presídio com capacidade para acomodar 186 presos estava com 447 detentos, e que no momento da rebelião só haviam três agentes penitenciários no plantão.

As agências segurança afirmam que o incidente não tem ligação com a guerra de facções, e levando em consideração a posição do PCC no estado é possível que estejam certos, no entanto o repórter Josival Ricardo do Plantão Policial informou que um dia antes do incidente já tinha sido anunciado em grupos de Whatsapp.

No Brasil existem policiais infiltrados no crime?



Na tese “A infiltração Policial como Meio de Combate à Criminalidade Organizada”, Mariana Fávero Rodrigues desenvolve o tema de maneira muito leve e didática. Como ela optou por não fazer um trabalho de campo faltou o fechamento com os exemplos dentro de nossa realidade, no entanto a leitura vale para quem quer conhecer os limites legais da infiltração policial.

Rodrigues nos conta que o sistema brasileiro de investigação infiltrada segue o modelo que começou a ser desenvolvido nos Estados Unidos a partir de 1930 pelo FBI e pela Agência Pinkerton. Policiais infiltrados em organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital PCC, o Comando Vermelho CV, a Família do Norte FDN, estão cobertos por nossa legislação regula os limites dessa atividade.

Em outros países se desenvolveu a partir do final da década de 1980 e cita três exemplos: 1992 - Alemanha - Lei anti-drogas e Crime Organizado - “Gesetz Bekämpfung dês illegalen Rauschgifthandels und anderer Erscheinunfsformen der Organisierten Kriminalität – OrgKG, de 15 de julho de 1992, nos §§ 110a e 110b Código de Processo Penal Alemão – o StPO 13 (Strafprozess Ordnung)”; 1898 - Argentina - Código Penal Ley 23.737 de 1989 no artigo 33 que foi alterado pela Ley 27319 de 2016 - Delitos Complejos (Investigarion, Prevencion y Lucha de los Delitos Complejos - Herramientas - Facultades; e Espanha - Revisado em 06 de Diciembre de 2015 a Ley de Enjuiciamiento Criminal específica no artigo 282 esse tipo de operação.

As forças públicas em todo o mundo infiltram no meio criminoso um de seus agentes que passa a cometer com o grupo pequenos delitos juntamente com o grupo de modo a conseguir informações para eliminar as organizações criminosas. Apenas policiais dos setores investigativos do governo podem se infiltrar.

O processo no Brasil se inicia com um processo sigiloso instaurado por um delegado de polícia onde este justifica a razão, importância, e possibilidade de êxito, e envia para a apreciação do Ministério Público. Se considerar viável e necessária a medida o Ministério Público solicita autorização judiciária para o início da operação. O juiz deverá “estabelecer os limites e cuidar para que a infiltração não se desenvolva de maneira errada ou abusiva”.

A excepcionalidade deve ser extrema pois esse é um dos meios investigativos que mais afrontam os direitos fundamentais do cidadão, além de colocar em risco a vida dos agentes envolvidos.

O agente deve ter sempre em conta a proporcionalidade de seus atos dentro do meio criminoso, pois seu envolvimento não deve se igualar aos daqueles que está investigando assim como os limites não devem ser ultrapassados. O envolvimento do agente jamais pode chegar ao ponto dele ser o provocador de uma atitude ilícita por parte daqueles que ele investiga, ou influenciar a prática do delito investigado, se o fizer o processo se extinguirá pois o crime passará a ser considerado impossível.

O tempo de duração e necessidade de aprofundamento pode diferenciar de caso para caso, podendo durar anos e o agente ter que assumir uma identidade falsa e alterar sua vida pessoal. A autora da tese não se esqueceu de avaliar o efeito da Síndrome de Estocolmo no infiltrado e em sua família, lembrando que o longo tempo de convivência no meio criminoso levaria o agente de segurança desenvolver laços afetivos com os criminosos e a sua família carência afetiva.

O agente infiltrado deve ser cuidado através de um “protetor” que será seu elo fora e responsável por sua segurança e facilitador.

Para aceitar a missão ele deve estar totalmente ciente dos riscos da operação. Só são aceitos voluntários para esse tipo de operação, e podem sair da missão a qualquer momento, mas isso é juridicamente questionável segundo Rodrigues citando Rogério Sanches Cunha.

Matar se preciso

A autora da tese lembra que não há limites da atuação do agente infiltrado, visto que se houver necessidade poderá até matar outra pessoa para preservar a própria segurança, mas que todos os seus atos serão julgados e que deve ter em mente que apesar da pressão que esteja sofrendo naquele momento suas atitudes serão julgadas para avaliar se realmente foram necessárias para preservar sua vida. Rodrigues desvenda de maneira clara algumas variantes dos limites que podem ou não ser alcançados pelo agente.

A legislação brasileira prevê na lei de enfrentamento contra o crime organizado a ação:

LEi 12.850/13
Da Infiltração de Agentes
Art. 10. A infiltração de agentes de polícia em tarefas de investigação, representada pelo delegado de polícia ou requerida pelo Ministério Público, após manifestação técnica do delegado de polícia quando solicitada no curso de inquérito policial, será precedida de circunstanciada, motivada e sigilosa autorização judicial, que estabelecerá seus limites.
§ 1o Na hipótese de representação do delegado de polícia, o juiz competente, antes de decidir, ouvirá o Ministério Público.
§ 2o Será admitida a infiltração se houver indícios de infração penal de que trata o art. 1o e se a prova não puder ser produzida por outros meios disponíveis.
§ 3o A infiltração será autorizada pelo prazo de até 6 (seis) meses, sem prejuízo de eventuais renovações, desde que comprovada sua necessidade.
§ 4o Findo o prazo previsto no § 3o, o relatório circunstanciado será apresentado ao juiz competente, que imediatamente cientificará o Ministério Público.
§ 5o No curso do inquérito policial, o delegado de polícia poderá determinar aos seus agentes, e o Ministério Público poderá requisitar, a qualquer tempo, relatório da atividade de infiltração.
Art. 11. O requerimento do Ministério Público ou a representação do delegado de polícia para a infiltração de agentes conterão a demonstração da necessidade da medida, o alcance das tarefas dos agentes e, quando possível, os nomes ou apelidos das pessoas investigadas e o local da infiltração.
Art. 12. O pedido de infiltração será sigilosamente distribuído, de forma a não conter informações que possam indicar a operação a ser efetivada ou identificar o agente que será infiltrado.
§ 1o As informações quanto à necessidade da operação de infiltração serão dirigidas diretamente ao juiz competente, que decidirá no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, após manifestação do Ministério Público na hipótese de representação do delegado de polícia, devendo-se adotar as medidas necessárias para o êxito das investigações e a segurança do agente infiltrado.
§ 2o Os autos contendo as informações da operação de infiltração acompanharão a denúncia do Ministério Público, quando serão disponibilizados à defesa, assegurando-se a preservação da identidade do agente. § 3o Havendo indícios seguros de que o agente infiltrado sofre risco iminente, a operação será sustada mediante requisição do Ministério Público ou pelo delegado de polícia, dando-se imediata ciência ao Ministério Público e à autoridade judicial.
Art. 13. O agente que não guardar, em sua atuação, a devida proporcionalidade com a finalidade da investigação, responderá pelos excessos praticados.
Parágrafo único. Não é punível, no âmbito da infiltração, a prática de crime pelo agente infiltrado no curso da investigação, quando inexigível conduta diversa.
Art. 14. São direitos do agente:
I - recusar ou fazer cessar a atuação infiltrada;
II - ter sua identidade alterada, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 9o da Lei no 9.807, de 13 de julho de 1999, bem como usufruir das medidas de proteção a testemunhas;
III - ter seu nome, sua qualificação, sua imagem, sua voz e demais informações pessoais preservadas durante a investigação e o processo criminal, salvo se houver decisão judicial em contrário;
IV - não ter sua identidade revelada, nem ser fotografado ou filmado pelos meios de comunicação, sem sua prévia autorização por escrito.

Porta Voz do SDCRN é preso após ameaçar policiais.

Em vídeo que viralizou no Youtube, rapaz é preso pela polícia e pede desculpas.

Aqui apresento os dois vídeos, no primeiro ele faz as ameaças e no seguinte pede desculpas.

Todos os integrantes aí de facções e da mata aí do Rio Grande do Norte, venhamos aqui como integrante do Sindicato do RN aí, reivindicar que nós vamos fazer o bagulho doido nas ruas porque estão mexendo aí com nossos irmãos dentro da cadeia, e o estado aqui é nosso, o PCC não tem vez não.
Pega os PCCs aí e volta para Caraúba e Pau do Ferro aí, mas não mexa nas cadeias de nós não, porque as cadeias do Rio Grande do Norte é tudo sindicado, e é tudo nosso aí, é tudo doido, até o trem. E PCC ou volta para São Paulo, ou vai para o inferno. E o bagulho vai endoidar ainda agora aqui.
Ó um recado para o governador, ou tira os PCCs de Natal ou vamos botar fogo em tudo, matar policial, o caralho a sete, nós não tá de brincadeira não seus arrombados, seis tão pensando o que? Aqui é sindicato do crime 1814, pcc vai se fuder, polícia vai se foder arrombado.

Pedir desculpa aí para os policiais do RN e as famílias. Eles estão dizendo aí que eu fiz o vídeo aí do Sindicato RN aí, ameaçando família de polícia e de político. Peço novamente desculpas a todos, eu sou um cuzão, sou um bosta, e um merda.

Novas exigências do Primeiro Comando em Alcaçuz.

19 de Janeiro de 2017
Facção mais organizada do Brasil, somos criminosos e não moleques.

Nosso intuito sempre foi preservar a vida, todos sabem que somos dotados de hierarquia, e somos espelhos a ser seguido.

Existem vários pedidos protocolados que se encontram na mão do Secretário de Segurança do estado do sistema prisional a SEJUS e não que não quis nos separar. Já éramos para estar separados desde o último confronto ocorrido em Caiapó, onde os pavilhões do Sindicato A, B, e C, tentaram de forma orquestrada invadir o pavilhão dos nossos irmãos que era o Pavilhão E, porém não tiveram êxito. No último sábado na data 14 de Janeiro 2017 os integrantes da Facção do sindicato RN teriam ameaçado nossos irmãos do Pavilhão 5 com armas de fogo porém os funcionários nada fizeram, onde e quando nossas visitas foram sair da unidade ao término da revista, nossos familiares foram alvejados com munições disparados pelo pelo Sindicato do RN e isso teria nos deixado e voltados ao ponto de não mais suportar isso que vinha ocorrendo.

Somos duas facções em guerra, mas “a guerra nossa é nossa” e não dos nossos familiares.

Não admitiremos mais ser oprimidos e estamos preparados no sistema na rua. Se mexerem com nossos familiares responderemos a altura, da mesma forma queremos deixar a sociedade tranquila pois o PCC não admite: baderna queimas de ônibus, de posto de saúde, de escolas, de veículos, de pessoas que não tenham nada a ver com a nossa guerra.

Deixando claro que nossa luta é contra aqueles que nos oprime que é o Governo e não contra a sociedade. Somos o crime organizado no Brasil e os governantes sabem disso então cima disso deixamos o seguinte comunicado: tirem todos do Sindicado da unidade de Alcaçuz ou essa guerra vai se estender na rua e em outros e demais estados do Brasil contra os órgãos públicos policiais de todas as categorias.

assinado Primeiro Comando da Capital PCC.

Reivindicações do PCC para a trazer paz à Alcaçuz.



O Primeiro Comando da Capital PCC 1533 faz exigências para restaurar e manter a ordem na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, próximo a Natal no Rio Grande do Norte.

Em um vídeo distribuído através do Jornal Folha de São Paulo os representantes da facção solicitam:

Reivindicações do Pavilhão 2 - Primeiro Comando da Capital PCC.

Estamos reivindicando contra a direção do presídio de Alcaçuz dirigido por Dinorá Simas, estamos reivindicando contra os maus tratos contra internos e familiares, abuso de poder, quebra da data base, direito de quem está atingindo os benefícios de progressão de regime.
Nós queremos apenas nossos direitos, tentamos diversas vezes conversas com a direção mas não fomos ouvidos, estamos fazendo apenas algo para sermos lembrados e não abandonados pela justiça, essa é a única maneira de a sociedade da sociedade saber que de existimos, e que estamos vivendo como animais amontoados dentro dos presídios, estamos esperando uma solução, esta é uma das reivindicações do Primeiro Comando da Capital.

Primeiro Comando da Capital volta a dominar Alcaçuz.


Segunda-feira 16 de Janeiro, uma nova rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçus, no município de Nísia Floresta, próximo a Natal. Nesse novo episódio entre a guerra entre as duas facções Primeiro Comando da Capital PCC e Comando Vermelho CV, a batalha pelo controle de Alcaçus é apenas um capítulo. A facção Sindicato do Crime SCRN apesar de não ter uma união formal com a facção carioca é quem está enfrentando a facção paulista.

O Correio24horas informa que o número estimado de mortos seja de 26 presos e não mais 10, os corpos poderiam ter sido jogados nas fossas existentes no presídio. Apesar das autoridades negarem que está havendo uma rebelião, o vice-diretor da unidade confirma que “a cadeia está virada”.

Segundo o jornal Tribuna do Norte os presos estão fazendo barricadas enquanto agentes penitenciários e policiais militares se posicionam para tentar retomar o controle. As forças públicas não haviam ainda retomado a unidade por completo depois da última rebelião pois tiveram que interromper a operação para conter outro motim que ocorreu na Cadeia Pública de Natal.

As facções rivais Primeiro Comando da Capital PCC e Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte SDCRN.

Em um vídeo postado por um dos internos mostra o domínio do Primeiro Comando da Capital no interior do Pavilhão 5, o preso narra:

Olha aqui é tudo PCC. Só pessoal lá de cima que é do SCRM. Nós toma tudo é doido para subir. Tão tudo doido para subir para pegar esse sindicato. Para meter a faca e torar os pescoços, e esses não é só esses não. E aqui tão tudo solto aqui no pátio, no cinco em todo canto, aqui é tudo cinco, olha. As galeras dos irmãos aqui. Tudinho. Lá em cima é que os bichos do Sindicato lá pra cima. Aqui é os irmãos, é o PCC, viu, porra. Tão ganhando a cadeia viu.

Resgate de presos do PCC em Piraquara no Paraná.


A operação de resgate de presos na Penitenciária Estadual de Segurança Máxima de Piraquara que resultou na fuga de 28 presos e na morte de 2 outros foi uma complexa operação executada na madrugada deste domingo, 15 de Janeiro.

Com esses óbitos já são 129 presos mortos neste mês contando apenas os cinco episódios que mais repercutiram. O jornal Gazeta do Povo já está chamando esse mês de “Janeiro Negro”.

Os presos que morreram trocaram tiros com a Polícia Militar durante a fuga, com eles foram encontrados uma metralhadora Uzi 9 milímetros, colete balístico, e centenas de munições, conforme apurou o site tribuna.com.br.

Os presos da Casa de Custódia de Piraquara agitaram as galerias, enquanto a segurança era reforçada por lá, um grupo implantou bombas na área externa dos muros do Piraquara I, teriam sido duas explosões segundo foi apurado pelo site Banda B.

Mais de uma dezena de homens fortemente armados deram cobertura aguardando do lado de fora da unidade, estes ficaram abrigados próximos ao presídio abrigados em uma barraca com alimentos e bebidas até o momento da ação.

Quatro homens que participaram da operação de resgate foram presos após fazerem uma família de um haras próximo como refém, o Major Cesar do BOPE elogiou a ação da equipe de resgate declarando:

“Eles vieram para o arrebatamento bem preparados, vieram com armas de grosso calibre, com grande potencial ofensivo. Com os quatro capturados haviam três fuzis 762, duas pistolas 9mm, e dois coletes balísticos. Eles vieram preparados para a guerra mesmo.”

A unidade abrigava parte da liderança do Primeiro Comando da Capital no estado e de lá é que teria saído o “salve” para o massacre de Rondônia. Entre os fugitivos estão alguns dos líderes da facção. O site Banda B publicou a listagem completa com um pequeno histórico de cada um deles, no entanto a princípio o salveiro irmão Sumô não se encontra na listagem.

Quase ao mesmo tempo que o Brasil olhava para Piraquara dez detentos fugiam do presídio em Ibirité em Minas Gerais.

PCC ataca mas o SDC RN reage.


De todas as rebeliões que ocorreram até o momento essa foi a do Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na cidade de Nísia Floresta, na região metropolitana de Natal no Rio Grande do Norte foi a mais estranha de todas.

Três facções disputam o poder no Rio Grande do Norte: Primeiro Comando da Capital PCC, Sindicato do Crime SDC, e o Primeiro Comando de Natal PCN. Os cinco pavilhões de Alcaçus estariam assim divididos:

1 - Sindicato do Crime RN - SDC
2 - Sindicato do Crime RN - SDC
3 - População - neutros - massa - sem facção
4 - Sindicato do Crime RN - SDC
5 - Primeiro Comando da Capital


Já fazia algum tempo que o Governo perdeu o controle sobre o que acontece dentro dos pavilhões, já não existem mais grade na maioria das celas e nem controle sobre os presos, apenas é feita a segurança das muralhas, o gerenciamento interno é feito pelas facções que controlam cada área.

Na tarde do sábado dia 14 de Janeiro, veículos jogaram armas por sobre os muros para os presos do Pavilhão 5. Os PCCs invadiram o Pavilhão 3. Agora os presos desses dois pavilhões invadem juntos o Pavilhão 4 onde matam mais de uma dezenas de SDCs, mas a coisa complica quando os SDCs dos Pavilhões 1 e 2 invadem também o Pavilhão 4 e começam um contra-ataque cercando os PCCs e os neutros.

A situação ficou crítica para todas as partes, pois chegaram a um equilíbrio de forças. O que se viu foi desespero por parte dos presos e seus familiares implorando para que a polícia entrasse no complexo.

Essa é a primeira vez na história, principalmente depois do Carandiru, que se vê presos chorando pedindo para que a polícia invada um complexo para acabar com uma rebelião. e as tropas nunca esperaram chegar sob aplausos dos familiares dos presos.

As primeiras notícias é que apenas SDCs teriam sido mortos e decapitados. O governo do Rio Grande do Norte alega já ter identificado os líderes do PCC local que iniciaram a rebelião e providenciado sua transferência.

PCC e a superlotação são notícia em site na China.

O site "China Gate destaca:"

O inferno dentro das sujas e apinhadas prisões brasileiras.

O “The Sun” divulgou recentemente fotos que demonstram que as prisões brasileiras são superlotadas e os ambientes parecem sujos calabouços.

(O site presenta umas fotos com uma centena de presos dividindo uma cela.)

Esse grupo de fotos demonstram por que as pessoas em alguns países da América Latina tentam evitar a prisão criminal a qualquer custo, são dezenas de prisioneiros retratados dentro de uma cela, muitos tem que ficar acordados em pé pois não conseguem deitar nas camas sujas, só os chefes e os mais antigos podem deitar nelas. O espaço sujo é infestado de lacraias e escorpiões venenosos, além de enxames de ratos.

(O site apresenta uma foto com dezenas de mortos no corredor.)

A violência ocorreu mais recentemente em 01 de Janeiro de 2017 quando 56 presos morreram em luta, a maioria foi decapitada e mutilada. A imagem mostra a violência no interior da prisão.

O Primeiro Comando da Capital cujo comando fica no sul do país na cidade de São Paulo, conhecido como PCC, já se infiltrou no sistema prisional brasileiro, os presos se não cooperarem com eles, vão ser brutalmente assassinados. Os líderes da facção estão detidos na prisão, e por isso precisam formar sempre novos membros para atuar no tráfico de drogas e na luta contra os adversários. Enquanto o sistema prisional brasileiro se deteriora o Primeiro Comando da Capital continua a se desenvolver.

Especialistas em segurança disseram que o governo não só não consegue melhorar o ambiente da prisão como também não é capaz de parar com a violência das gangues dentro das prisões.

Veja o artigo direto no site do China Gate:

O PCC, o massacre de Natal, e a superpopulação.


Ninguém nega que a Guerra entre as facções tenha sido o estopim que fez explodir a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta no Rio Grande do Norte, mas enquanto o Governo não agir com profissionalismo, deixando ideologias de lado e fazendo o seu trabalho isso irá sempre acontecer.

Essa é a principal bandeira do Primeiro Comando da Capital e de várias facções que sabem que não existiriam se o Sistema Penitenciário funcionasse, mas o próprio governo afirma em cadeia nacional que tem 650 mil presos em menos de 300 mil vagas.

O Ministro da Justiça Alexandre Moraes disse que é um verdadeiro barril de pólvora pronto para explodir, e disse que vai criar comissões em todos os estados para avaliar o problema. Esses grupos seriam formados por policiais, agentes penitenciários, e representantes do governo.

No entanto essa é mais uma medida que não levará a lugar algum, visto que não existem representantes daqueles que de fato tem o poder nas mãos, é necessário haver a participação de outros representantes para que essa comissão não venha a causar mais revoltas e mortes dentro do Sistema.

O problema todos sabem ser crônico, e não será com medidas simples e de curto prazo que irão resolver. É necessário fazer uma alteração na legislação para que haja mais justiça e menos injustiça. A prisão é uma medida necessária, mas extrema. Muitos, se não a maioria que estão no Sistema poderiam estar cumprindo penas alternativas, mas no Brasil elas não funcionam.

É necessário que haja uma ação efetiva do estado para a punição dos criminosos, e nem o Primeiro Comando da Capital e nenhuma das outras facções do país é contra a aplicação da lei, mas sim lutam contra a injustiça.

O sistema de prisão domiciliar, horário limite para ficar fora de casa, e de trabalho comunitário não são desrespeitados e nunca são fiscalizados. Seriam medidas alternativas que não apenas desafogaria o Sistema mas só poderiam ser aplicados se de fato o Judiciário de fiscalizasse a aplicação.

Enquanto isso não acontece o PCC e as outras facções agradecem ao governo por mandar cada vez mais cidadãos para serem treinados dentro da hierarquia e disciplina do Sistema e saírem soldados formados e por vezes graduados.

Veja o que declara um preso de uma facção rival ao Primeiro Comando enquanto mantém um refém no Motim de Manaus:

Nós só estamos avisando para vocês o seguinte, ele vai morrer, ele vai morrer, só no sapatinho, vamos negociar, nós só quer melhoria, só quer melhoria, por que o preso passou mal aqui e vocês não atenderam. Nós só quer a melhoria.

Esse fato aconteceu no Nordeste do país e se repete em todo o território nacional. Esse é um trecho que nos foi enviado anteontem de dentro do Presídio de Umuarama no Sul do país:

Aq nessa unidade ta carente de irmao tamos em mais 150 presos e tem um unico ir ai gual o ponto de vista dos integrante sobre essa situação tamos sem corre na comarca aberta tamos sendo opremido pelo dirtor ta fazendo oq ele que temos que tomar uma atitude assim fica difícil…

Aí a coisa explode e tem que vir Ministro na televisão explicar o por quê.

O PCC está mantendo no controle.


O Primeiro Comando da Capital está intensificando sua presença no estado do Piauí onde diversas facções atuam, sendo que o Bonde dos 40 é aliado fiel, além desse ainda atuam por lá o Primeiro Comando de Esperantina, o Primeiro Comando de Campo Maior, e a Facção Criminosa de Teresina. Apesar de tensa a situação dentro do Sistema, o que está chamando a atenção para a região essa semana são as ameaças divulgadas por um agente penitenciário que foi feito refém durante uma rebelião comandada pelo PCC:

“Fui feito refém e o Primeiro Comando da Capital disse que só não ia me matar um a um caso o Estado atendesse às reivindicações que eles pleiteavam. Eles queriam ser transferidos para seus estados de origem. Depois dessa rebelião eles conseguiram o que queriam, que foi a volta para seus estados.”

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão afirmou que o atual ministro Alexandre de Moraes deverá manter uma política de acordos com o PCC dentro de sua linha de “conchavos com setores que são de alto risco para a sociedade, como a facção criminosa Primeiro Comando da Capital."

O presidente da república Michel Temer reconheceu que o Primeiro Comando é uma organização que organização que tem regras jurídicas próprias e eficazes: “Veja que eles têm até preceitos próprios e, para nossa surpresa, até quando fazem aquela pavorosa matança, o fazem baseado em códigos próprios.”

Uma prova dessa organização é o fato de não terem tido mortos entre os integrantes do Comando Vermelho CV e da Família do Norte FDN dentro dos presídios paulistas. A represália só poderia ocorrer depois da liberação passada pelo “salveiro” o que ainda não ocorreu. As duas únicas mortes ocorridas dentro do sistema paulista foram na Penitenciária de Regime Fechado de Tupi Paulista que é considerado neutro, e os mortos não pertenciam a facção e teriam rixa pessoal com seus assassinos.

Enquanto a ordem se mantém no sistema em São Paulo o governo do Amazonas confirmou que perdeu mais 41 presos, provavelmente os foragidos teriam ligação com a facção Família do Norte FDN.

O Rio de Janeiro está com 50.000 presos dividindo as 27.500 vagas do sistema, agora começa a dividir mais claramente os presos por facção. Segundo declarou um agente prisional, o CV são os mais complicados de se trabalhar: “Eles vão para o combate. As outras facções, ADA, Terceiro Comando Puro, vêm de outra origem, nunca tiveram uma política de enfrentamento com a polícia. … Os cabeças não dão trabalho, cumprem tudo direito. Eles jogam os presos na hierarquia mais baixa para te provocar, agredir, testar, ver até onde você vai.”

PCC avisa: nossa guerra não é contra a população.


Aqui quem está falando é o Dexter, Primeiro Comando da Capita, Geral da Rua, eu sou o PCC.
O juiz veio aí falar na televisão para todo mundo que não tem PCC aqui, gente, eu vou falar uma coisa para vocês que é verdade.
Hoje talvez eu tenha sorte de estar vivo, eu podia até estar morto.
Guerra é guerra. Nunca vamos atacar a população, a população está fora dessa guerra.
Eu sou o Geral da Rua. Eu apenas abro e fecho com eles.
E esse juiz vem aí falar, que PCC não existe, vocês podem ter ciência que existe sim.
A guerra está instaurada e é o seguinte, se eu morrer vai vim outro, e se matar vai vim outro, vai vim outro, nunca vai acabar.
Nós somos contra o governo. Essa é nossa guerra, a guerra é contra o estado. Nós somos mais de vinte e seis mil no país.
Aqui em Vilhena nós estamos em todos os lugares.
Aqui tem o Chefe Geral quem comanda o PCC, é a Cúpula Alta, mas eu não conheço e nunca vi.
O CV é safado, eles caguetam, esses bichas aí, são tudo errado.
Tudo que você faz, você tem que estar certo no crime.
Estuprador é abominável no meio de nós.
Nada aí contra a população, mas o governo vai ter que…
Salve, salve, meus irmãos, é nóis estamos juntos em qualquer caminhada.
As ordens vêm de todos os lugares, mas a gente nunca vê cara, não sabe de nome, não sabe de nada. É a facção, você é do crime, você é mandado, o que eu posso fazer?
O crime cresce cada dia mais, o momento que o país atravessa aí. Esse pessoal todo aí vai virar ladrão.
Nosso lema é Paz, Justiça, Liberdade, Igualdade, e União.

O policial questiona. Seu lema é Paz e Justiça, mas aí sai assaltando. Isso é paz? Roubando o que é dos outros. Isso é justiça?

Mas e se você roubar de quem tem? Nós não temos nada contra a população inocente não, nossa guerra não é contra a população não, nunca foi e nunca vai ser, a população pode ficar sossegada.

Superlotação do Sistema Prisional - IAPEN.


Em uma cela onde se vê pichado na porta "PCC Fechadão", um preso aparece no vão da porta e diz:

Olha só chegado, vou falar o seguinte aqui:
Tá tendo rebelião por tudo quanto é lado aí, vai morrer gente hoje aqui dentro.
Nós estamos falando aqui direto do Complexo Penitenciário do IAPEN.
Aqui está acontecendo a mesma coisa. Os governantes aí estão trazendo comida azeda prá nós.
A nossa cela que cabe trinta, sabe quantos tem aqui. Tem cem, mano.
Quando a gente quer cagar a gente tem que entrar na fila, mano, agente não consegue chegar no vaso.
A gente vai fazer derramamento de sangue, hoje.
Aqui vai ficar que nem o estado do Amazonas, tá ligado?
Comida aqui mano, a gente nem usa mais a colher mano.
Os manos de fora aí, pensam que está tudo bacana aqui, não tá não mano.
Agente está tudo armado, a gente vai esquartejar gente aqui, mano.
Porque a situação está muito ruim mano. Porque a gente vai arrebentar tudo, mano.
Manda esse vídeo aí.

PCC enforca CV em Campo Grande.


Na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, vídeo mostra um preso enforcado enquanto o narrador informa que este pertenceria ao Comando Vermelho, o fato aconteceu no último dia 05 de janeiro no banheiro do pavilhão 2, ala B..

Um outro preso narra enquanto filma o morto:
Sem vergonha aí ó, CVezão, pindurado, olha que bunitinho que ele tá.
Pilantra do caralho, narizão dele, vai bocó.

O injuriado respondia por tráfico internacional de drogas e armas. Sua morte é mais um lance na Guerra entre PCC X CV.

Os terroristas islâmicos e as facções PCC e CV.



Pensemos em um grupo de pessoas que no início tinham poucos adeptos, mas na humildade foram conquistando moral e espaço. Em determinado momento quando já tinham certa força passaram a utilizar da violência para fortalecer sua posição e conquistar rapidamente ainda mais seguidores. Com o crescimento essas pessoas criaram uma estrutura piramidal para melhor gerenciar e controlar seu crescimento, implantando uma hierarquia semelhante das organizações militares, inclusive adotando regras rígidas de conduta e a busca de um objetivo intangível mas que fosse aceita pelos seus membros como possível e que pelo qual seria justo se fazer um grande esforço, que poderia até custar a própria vida ou a de outros.

O parágrafo acima pode ser utilizado igualmente para descrever o nascimento, o crescimento, e o amadurecimento tanto do Primeiro Comando da Capital de Marcola quanto do Islamismo de Maomé. Ambos os grupos quando retiramos a tinta ideológica vemos que foram feitos com mesmo barro e queimados no mesmo forno e ambos criaram para si e para seus atos justificativas para o injustificável.

Se por um lado o islamismo radical considera lícito matar soldados israelenses e ocidentais em nome da Guerra Santa contra os opressores americanos, a facção paulista acredita ser justo matar policiais e servidores públicos para combater o sistema opressor.

A maioria absoluta dos membros de ambos os grupos são pessoas que abominam a violência feita pela minoria radical, mas são esses poucos intolerantes, dominadores, e suicidas que mantêm a identidade assassina do grupo e impõe o medo e o respeito perante a sociedade e aos inimigos.

A proximidade dos métodos é tão grande que o islã converte para sua religião, e o PCC batiza aqueles que aderem aos seus ideais. Ambos são jihadistas, visto que é exigido o jihad (esforço e sacrifício) tanto dos seguidores de Maomé quanto os de Marcola, mas coincidências entre as filosofias dos dois grupos não para por aí.

Em um trecho do artigo “La Triple Frontera como polo de atracción del yihadismo en la región de América Latina: Orientación teórico-histórica”, seu autor Johana Catherine Pérez Calderón alerta que a soma de vários fatores deu base para que os serviços de inteligência dos países do hemisfério norte focassem sua atenção no intercâmbio entre os grupos extremistas estrangeiros e as facções brasileiras: Primeiro Comando da Capital PCC 1533 e Comando Vermelho CV.


Fatores determinantes na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina, e Paraguai):
  • proximidade das ideologias e métodos das organizações;
  • desigualdade social e econômica nacionais;
  • explosão demográfica a partir da década de oitenta;
  • comunidade de imigrantes muçulmanos;
  • células do Hezbollah, do Hamas, do Al-Qaeda, e do Estado Islâmico (EI);
  • dificuldade dos governos de controlarem a circulação pelas fronteiras;
  • corrupção de funcionários públicos, policiais, e militares; e
  • geografia e biodiversidade que dificultam a fiscalização do tráfico de drogas e armas.

O autor conclui esse trecho do trabalho trazendo a preocupação do diretor do jornal Vanguardia, Hector Guerin: a experiência em operações de guerra convencional e não convencional trazida pelas organizações estrangeiras poderá se somar ao conhecimento tático das facções criminosas brasileiras, e esses últimos serão as fontes de recrutamento dos futuros terroristas.

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