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O Primeiro Comando da Capital aceita gays? LGBTPCC


Não passa uma semana sem que me perguntem sobre a visão de dentro da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC 1533) sobre a questão dos homosexuais. Sim, homosexuais ou bichas, se bem que, talvez, o politicamente correto fosse LGBTQIA+, mas os PCCs não se preocupam com o politicamente correto.

Ao contrário do que afirmam por aí, o Estatuto do PCC não proíbe homosexuais:
“6 Item: O comando não admite entre seus integrantes, estupradores, pedófilos, caguetas, aqueles que extorquem, invejam, e caluniam, e os que não respeitam a ética do crime.”
Meninas e meninos, não joguem as purpurinas ainda.

O comportamento dos membros da facção é especificado no Dicionário, que é como o Regimento Disciplinar de uma organização militar, e lá o buraco fica mais em baixo:
“33. Mau exemplo: Fica caracterizado quando o integrante foge do que rege a nossa disciplina, não passando uma imagem nítida da organização, quando não se coloca como faccionário diante da massa, desrespeitando e agindo totalmente oposto ao que é pregado pela facção.
36. Pederastia: Se caracteriza quando se pratica sexo com pessoas do mesmo sexo, difere do homossexualismo porque o praticante é ativo somente e não passivo.”
Não vou discutir sobre o que está escrito. Caso alguém discorde da redação, faz favor de reclamar com o dono da porcada: Rodovia Raposo Tavares, km 586. Chegando lá, diga para o ASP que quer falar com o Marcola, e, se der, ele atende.

Em um passado não muito distante...

Gays eram hostilizados nas trancas. Humilhados, não podiam dividir colheres e copos com os demais — o que aqui fora não é nada, mas lá é um problemão — só podiam tomar banho quando não tivesse mais ninguém, e também não podiam puxar conversa no pátio.

A situação ficava cabulosa dentro das celas, pois eles não podiam coabitar com os outros — se o complexo era grande, havia celas só para as “monas”, mas, se eram poucos, o homossexual pedia transferência da unidade, e era melhor se conseguisse.

Meninas e meninos, podem jogar as purpurinas agora, uh uh!!!

Conta a lenda que, certo dia, o Primeiro Comando da Capital  preparou uma fuga espetacular, daquelas que só ele tem capacidade de organizar, mas a informação vazou, e a administração e o governo iriam pegar todos enquanto tentavam fugir.

Ia se repetir o caso da Castelinho, onde um ônibus que estava indo para uma operação de resgate em um presídio recebeu mais de 700 tiros e 12 PCCs foram mortos. 

Adivinha quem descobriu o vazamento e alertou os PCCs? Pois é, uma “mona”. Como agradecimento pelas vidas salvas o Primeiro emitiu um salve suavizando para as meninas. Se é verdade essa história, eu não sei. O que eu sei, e pode ser visto hoje dentro das trancas dominadas pela facção paulista, é a vigência do salve:

“Os homosexuais devem ser respeitados dentro do sistema, mas devem manter a disciplina e discrição.”

Nem todos os esforços de todas as associações de direitos individuais e de diversidade conseguiram juntas o que aquela "mona" conseguiu sozinha, o respeito em todo o Sistema, e quem descumpri a norma pode ser chamado para conversar.


“Vi com esses olhos que a terra há de comer” (eh eh, sempre quis usar essa frase):
Em um semiaberto, havia um casal de prisioneiros, e todos na unidade sabiam que eles tinham um relacionamento. Sempre andavam lado a lado, e um deles, efeminado com cabelos compridos, nunca falou com ninguém lá dentro; já o outro era o estereótipo do ladrão perigoso, e demonstrava claramente ciúmes quando alguém olhava para o companheiro dele.

Eles não se tocavam e sempre mantendo a postura.

Só conversavam, não dormiam juntos, sempre guardando a regra de discrição e respeito, mas, também, sempre foram respeitados por todos. O dia de visita é sagrado e, para não ter a mínima possibilidade de haver um constrangimento, eles ficavam conversando em um canto do pátio.

Os politicamente corretos que me perdoem… Ou melhor, não, se revoltem… E vão protestar com faixas, cartazes, e em frente a sede da Organização Criminosa ou na biqueira do seu bairro, mas a facção começou a controlar as condutas homosexuais nas prisões para acabar com a escravidão sexual dentro dos presídios, cuja prática era uma constante.

Quanto às mulheres, sempre foi mais suave, mas aí será outra história.

Comentários

  1. boa pra nós da parte do veio professor sint. G. das planilhas disciplinares estados e paises e da Mikaelle geral do mg, veinho veja só nós não descriminamos ninguém por opção de gênero, porém se vc analisar, nosso dicionario disciplinar, nós não admitimos praticas Gays, dentro de nossa organização, entretanto ser companheiro é normal porém ser irmão nosso é fora de cogitação, nosso item 27 deixa isso claro e objetivo bem como nosso item 36, no mais seus posters são bons, no mais uma boa madrugada da parte do veio professor ou M. Junior
    São paulo SP ZL minha esposa é de Itu a nossa irmã Mikaelle

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    1. Valeu professor, lembranças a Família, se eu der uma bola fora me avisa!

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