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PCC 1533 — Dados confiáveis em espanhol e inglês



O português João Pereira Coutinho, essa semana, começou sua crônica afirmando que:

“Os defensores dos ‘direitos’ dos animais sempre tiveram um problema: como sentir empatia por criaturas que não fazem parte da nossa paisagem humana?”

Sim, é verdade, posso sentir empatia por um cão ou por um gato, animais que fazem parte da paisagem humana, mas não por seres como ratos e pulgas. E é sobre esses seres que Coutinho desenvolve seu texto — ou melhor, sobre os defensores desses bichos, se é que pulga é um bicho.

Como humanizar aqueles seres que não ficam próximos a nós, e que nos trazem ojeriza? Coutinho chega a perguntar:

“Mas, aqui entre nós, quem estaria disposto a defender publicamente os direitos das ratazanas — sim, ratazanas infectas e repulsivas? [...] As ratazanas vieram para a rua. Passeiam impunemente pelas calçadas.”

Bem, mas não estamos aqui para escrever sobre ratos e pulgas. Voltemos ao nosso tema.

Por algum tempo o governo negou até sua existência, e outro dia, quando fui chamado à delegacia para prestar depoimento sobre esse site, insistiram para mudar o nome, pois Primeiro Comando da Capital, bem, assustava… bem, assim como Voldemort ou os ratos.

Só que ninguém poderá vencer nenhum deles, nunca. Nós passaremos, mas eles ficarão.

Não que sejam invencíveis, mas precisamente por preferirmos não sentir empatia e não conhecê-los, a lenda se perpetua e cresce ao nosso lado. Marcola afirma que para o PCC essa política de fazer de conta que eles não existem ou que são os inimigos distantes é favorável, algo assim: “não falem bem, mas não falem de mim”.

Há exceções, aqueles que preferem sentir empatia e conhecer, para com o conhecimento criar sistemas que mantenham a estabilidade social enquanto se combate as raízes que sustentam e nutrem as facções criminosas — como o atual sistema carcerário, e a política de controle do uso de drogas por meio da prisão de quem trabalha na venda.

Um exemplo disso é a InSight Crime — Investigation and Analysis of Organized Crime. Pode parecer incrível, mas esses caras, lá fora, tem uma página específica para artigos, trabalhos e notícias sobre o First Capital Command e sobre o Primer Comando Capital, e me envergonha dizer que ela é melhor do que qualquer outra que tenha encontrado no Brasil.

Se eu tivesse conhecido o trabalho deles antes, acharia que os estou plagiando!!!

O português Coutinho me trouxe a base desse texto. Assim como eu, vários brasileiros atravessam o oceano (mesmo que seja navegando pela internet) para consultar a História do Brasil na Torre do Tombo em Portugal. É, nossa história está lá, e não aqui. No futuro teremos que procurar a solução para nosso convívio com o PCC também fora de nossas fronteiras.

Para quem quer conhecer mais sobre a InSight Crime, deixo aqui o link e já dou a dica para quem quer se aprofundar no estudo sobre as facções criminosas transnacionais: a organização, que tem sede na Colômbia e em Washington, está aceitando estudantes de mestrado ou doutorado para estágio não remunerado, presencial ou a distância.

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