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A facção PCC e a dinâmica do crime transnacional

Entendendo o crime a partir da facção PCC 1533 Pesquisadores do InSight Crime analisaram a mecânica do crime organizado transnacional no Cone Sul através do processo de expansão da facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital . Às informações passadas pelos pesquisadores Steven Dudley e Vinícius Madureira sob a mediação da professora Camila Nunes Dias somo outras para chegar às conclusões deste texto. Para assistir ao vídeo do seminário em português: “Explorando a profundidad el crimen organizado en Brasil y sus fronteras” Facção PCC 1533: estratégia de domínio Com mais de 10 mil integrantes só no estado de São Paulo e quase três décadas de história, a facção paulista gere a vida dentro das muralhas, assim como, a partir de suas biqueiras, as comunidades periféricas ou marginalizadas. Somando negociação e violência extrema, a organização paulatinamente chegou a todos os recantos do país, com maior ou menor presença, de acordo com a realidade local e de seus interes
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A masculinidade e o Primeiro Comando da Capital

João Pereira Coutinho me chamou a atenção para a ausência dos gatos nas casas e na vida dos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) . Segundo ele, “Freud explica” : mulheres não são atraídas por homens que cuidam de gatinhos: A conclusão é que homens com gatos são menos masculinos. Será que foi por isso que nunca vi algum irmão, companheiro ou aliado da facção PCC alisando ou contando sobre as peripécias de seus bichanos? Sempre são cães — por aqui tenho quatro, e o menor deles não paga pau nem para o meu policial e nem para os outros maiores. Mas quem é o Coutinho para opinar sobre a masculinidade dos integrantes da facção PCC 1533 ? Por isso procurei Oberdan. Ele sim pode explicar sobre a relação entre a dicotomia felino/canino e o que isso tem haver com a masculinidade no Primeiro Comando da Capital . Na facção PCC 1533 não há espaço para gatos O mundo do crime se transforma com a chacina dos 111, em 1992, pela Polícia Militar de São Paulo e o nascimento do Pri

A facção PCC e a flexibilização da lei de armas

A casa ficava em uma rua de terra, em frente ao córrego, no Jardim Marli, em Sorocaba — o lugar me acalmava e me sentia muito bem ali. O garoto morreria por sumir com um 38 velho com cinco cartuchos, que duvido que disparassem de tão úmidos que estavam. artigo 31. Mão na cumbuca: É caracterizado quando rouba algo da organização, dinheiro, drogas, armas, etc… Trata de uma situação grave. Punição: exclusão e morte, depende da situação com análise da Sintonia . — Regimento Interno do PCC Se houvesse mais armas nas ruas, ele colocaria outra no lugar, “tomaria um salve para aprender” , e seguiria sua vida — como vi isso algumas vezes. Sinto saudades daquele lugar, da pequena ponte sobre o córrego, onde os garotos aguardavam de sinaleiros, e dos cavalos que pastavam sossegados no meio do capim gordura — talvez fosse vê-los o que me acalmava. Dificilmente alguém me trás boas lembranças, mas ao ler o trabalho de André, revivi aquele dia e me senti de volta naquele lugar. Devo isso a ele. E

Policiais e PCCs seriam vasos de honra ou desonra?

 PCCs e policiais: dois lados da mesma moeda Tanto você quanto eu já tivemos a experiência de estar dos dois lados de um mesmo balcão — por vezes somos consumidores de serviços e produtos que nós mesmos prestamos, comercializamos ou fabricamos. Seguindo os caminhos que a vida traçou, tive a oportunidade de conhecer o mundo do crime: tanto no ambiente policial e judicial quanto na caminhada do Primeiro Comando da Capital (PCC) . Acompanhei garotos sem ódio no coração começando a trilhar a profissão no mundo do crime e nas forças de segurança: alguns apenas buscavam sustentar seus próprios gastos, enquanto outros entravam nessa por ideologia. Ler sobre o “Experimento de aprisionamento de Stanford” foi ler sobre coisas que eu mesmo vivenciei — as transformações de personalidade descritas por Philip Zimbardo foram aquelas que vivenciei na polícia e na facção PCC. PCCs e policiais: agindo de forma nunca esperada Eu não sei se uma pessoa nasce boa e a sociedade a corrompe, ou se nasce e