"O futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia."(Millôr Fernandes)

Polícia 24 horas na Praça da Matriz em Itu.

É improvável que alguém saiba se está agindo corretamente ou não. Errar é uma dádiva que Deus deu ao homem, e é graças às nossas falhas que ganhamos experiência.
Se todos erram e isso é bom, o erro é justificável e até positivo, e assim, independente do resultado de uma ação, a decisão de agir sempre será uma atitude positiva.
Mas e quando as cicatrizes são causadas em outras pessoas e não naquelas que tomaram a decisão? As marcas do erro sulcando o corpo de uma família que não a do autor da ação?

A partir de hoje a Guarda Civil Municipal de Itu estará deixando seus homens e mulheres, vinte e quatro horas por dia na Praça Padre Miguel – o centro turístico e cultural da cidade.
A imprensa local tem noticiado o que acontece por lá a noite nos finais de semana. Vandalismo, pichação, embriaguez, brigas até mesmo algumas mortes ocorreram naquele local.
Nas últimas semanas, a polícia militar e a guarda municipal foram alvo do desrespeito dos frequentadores daquele local. No início foram insultos isolados, e agora são atiradas garrafas e copos de cerveja nas viaturas e nos agentes.
O jornal Notícias Populares de Itu ao noticiar um desses distúrbios, colocou a foto de alguns garotos que se diziam parte do grupo que atacou às guarnições, e segundo o jornalista, insistiram para que suas fotos fossem publicadas.
É nesse ambiente que dois guardas civis vão ficar sozinhos. O risco é inerente a função, no entanto a decisão de colocar os homens em um local como aquele é uma decisão crítica do comando da GCM de Itu.
Sidnei Oliveira nos lembra que “nosso empenho em evitar as cicatrizes chegou a um extremo que agora afeta o comportamento de toda uma geração”.
Se hoje a sociedade condena a violência policial contra o cidadão, as forças policiais evitam colocar em risco seus membros, visto que se houver necessidade de reação por parte dos agentes, as conseqüências podem ser desastrosas.

Aqueles homens lá postados com absoluta certeza não trarão mais paz e segurança para aquele local, por outro lado as autoridades têm que sinalizar que não perderam o controle de sua praça central, e daí a escolha da ação.
Oxalá queira que a decisão tenha sido acertada, e que aqueles trabalhadores e seus familiares não venham a guardar na pele as marcas deixadas por erros alheios, mesmo sabendo que toda ação se justifica, independente do resultado.
Este texto foi baseado em fatos reais e a base do texto foi inspirada (ou até mesmo plagiada) do artigo “Onde estão as cicatrizes da Geração Y ?” de Sidnei Oliveira publicado no site Café Brasil.

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