"O futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia."(Millôr Fernandes)

Talarico mata para fugir da justiça do PCC.


Ele foi paciente, mas não podia deixar a coisa sair do controle. As mãos negras de seus irmãos pesariam ao açoitá-lo e jogá-lo morto em um lugar qualquer. De onde estava podia ver a beira do precipício no qual seria desovado, cada vez mais próximo, cada vez mais real.

O Lelé, mato-grossense de Mirassol D’Oeste passou muitos momentos tensos em seus trinta anos de idade, mas não iria enfrentar a justiça do Primeiro Partido da Capital PCC 1533 por causa daquelas acusações feitas por Beleza.

O delator havia marcado uma reunião com o “disciplina” da facção, o irmão Narizinho para denunciar Lelé suas aventuras com mulheres casadas, e a lei do PCC pune rigidamente os “talaricos”, e Lelé não iria assistir placidamente sua casa cair.

Beleza não ia denunciar o Lelé por ser o certo, é que ele o conhecia bem Lelé, afinal era o pai da mulher com quem ele morava e iria se casar, ia entregar ele por vingança. Lelé mostraria que com ele não se brinca... mas não poderia fazer o serviço ele mesmo.

Não precisava ser uma lição, bastava matá-lo. Não tinha ele necessidade de sentir seu sangue, apenas queria tê-lo fora de seu caminho. No mundo do crime apenas os fortes sobrevivem e ele era um lobo e não um carneirinho. Chegaram as pessoas que ele esperava.

Gordão e Pezão chegaram para conversar com Lelé no sobrado de blocos vermelhos de esquina e com comércio no térreo, localizado no Portal do Éden em Itu. Uma semana depois Beleza morria na Cidade Nova..Ele estava salvo, ninguém mais iria denunciá-lo ao partido.

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Afinal quem seria o monstro? A criatura ou seu criador? Em 15 de agosto de 2011, escrevi meu primeiro artigo sobre o Primeiro Coma...