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A risível estória contada pelo cabreuvano em Itu.

Sexta-feira, 17 de agosto de 2007, lá pelas três e meia da tarde. José Thiago, um ajudante geral de Cabreúva, chega a rodoviária de Itu (A). Sua intenção era visitar seu amado pai, mas o destino lhe reservava uma surpresa.

Como não encontrou seu ente querido em casa, resolveu ele dar um passeio pela estância turística, afinal Itu é conhecida por seu eixo histórico com antigos casarões e belíssimas igrejas barrocas e neoclássicas. Enfim, de passo em passo acabou indo até o Jardim Vitória (B) e de lá retornando ao centro. Tudo deveria ter terminado assim, mas...

O passeio foi longo, afinal, José Thiago queria conhecer um pouco da cidade. Já haviam se passado mais de dez horas desde que chegara, e já era madrugada de sábado, uma e meia da manhã e ele ainda estava perambulando por cá e por lá, quando, uma pessoa em cima do telhado da loja Schanoski Antenas Parabólicas na Rua Dr. Silva Castro na Vila Nova (C), assobiou para ele.

Muito prestativo, ele se aproximou e um rapaz de cima da loja pediu que Thiago o ajudasse a passar uma caixa por cima da grade, colocando-a na calçada. Com toda cortesia que lhe é familiar, o mancebo ajudou ao desconhecido, que pulou então para a rua. Chegando ao solo o rapaz vê um vigilante noturno que por ali passava com sua moto e fala para Thiago: "vai sujar, corre". Fala e já sai no pique, e o cabreuvense corre para o outro lado, perseguido de perto pelo segurança, que com auxílio da Guarda Civil Municipal, o deteve na Praça do Carmo (D) no centro da cidade.

O vigilante noturno Aguinaldo, um cotiense de 44 anos, confirma a versão do rapaz. De fato, ele viu Thiago pegando a caixa e colocando-a na calçada, e viu também o outro rapaz que correu para o outro lado. Após perseguir Thiago, Aguinaldo ligou para o proprietário da loja, o paranaguaense José Elias Schanoski, que foi até seu comércio e constatou que os jovens haviam retirado e danificado: trinta telas de alumínio para armação de antenas e três armações para antenas de UHF, num valor aproximado de trezentos e trinta reais.

Shanosky chama a atenção para a destreza necessária para realizarem tal furto, visto que a empresa possui grades e portões com mais de dois metros de altura, encimados por arame farpado, mas que nem isso desestimulou os meliantes.

Ao GCM Adorian, Thiago disse que já era conhecido dos meios policiais de Cabreúva, o que explica o fato de quando o Delegado de Polícia Dr. José Moreira Barbosa Netto, ter tentado contato com a mãe do garoto ela ter lhe respondido: "os problemas do filho dela eram problemas dele mesmo".

Ao analisar tudo isso, o juiz de direito Dr. Hélio Villaça Furukawa declarou em sua sentença: "a alegação de que apenas passeava pelo local é risível e não merece nenhuma credibilidade". Mas o réu não pode ouvir sua pena, afinal, a justiça ainda está a sua procura.

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