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As drogas e o Play-boy do Jardim Aeroporto de Itu.

Ele perguntou o que eu estava fazendo ali, mas de pronto percebi que estava apenas puxando papo. Sabe aqueles caras que os outros se achegam para contar seus problemas? Bem, este sou eu. Encosto na parede da cela, conto rapidamente minha história e espero ele contar a sua.

O tabirense José Emerson, o Play-boy, disse que estava pagando por um crime que não cometeu. Contou que ganhava R$ 2.000,00 revendendo roupas falsificadas que comprava na 25 de março e vendia em Itu. Dinheiro suficiente para ele, sua mulher e seu filho de dois anos, não precisava mais que isso.

Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009. 17:20
Rua Prof. Alfredo Gomes 26, Jardim Aeroporto, Itu, SP.

Play-boy havia recebido R$ 265,00 de Cristiano Aparecido, um cabeleireiro do Jd. Aeroporto para quem vendera uma geladeira. Aproveitou para cortar o cabelo, e com o visual em dia, pegou no lava-rápido sua moto, uma Yamaha Fazer YS 250 azul.

Voltava para casa pela avenida que separa o Jardim Aeroporto do Jardim São Judas, passou as duas lombadas, e viu pelo retrovisor as motos da polícia dando sinal para parar. Conhecia um daqueles policiais, se estivesse tudo certo ele já acharia algo de errado, e agora, ele estava sem capacete, sem camisa e descalço. Mesmo assim parou.

Play-boy contou que respondeu por dois homicídios, provando na Justiça sua inocência. Aquele policial não se conformava, e a coisa ficou pior quando roubaram à moto do policia. Era só ele ver Play-boy de longe, que já ia para a abordagem e intimava-o: você tem o poder de fazer reaparecer minha moto, um traficante pode fazer isso.

Play-boy ao policial que não era mágico e nunca iria fazer aparecer à moto, mas era vidente e sabia que aquele policial ia acabar arranjando para a sua cabeça, e não deu outra. Levaram-no para a delegacia onde o apresentaram como traficante, ele, que nem usuário é.

A advogada Drª. Liliane Gazzola Faus estava presente quando os policiais apresentaram ao delegado de polícia Dr. José Moreira Barbosa Netto: Play-boy, setenta e cinco pedras de crack, R$ 300,00 em dinheiro, e um aparelho Nextel.

Play-boy desafiou o delegado e a juíza: se tiver uma impressão digital minha em qualquer uma das pedras de crack, nem que seja uma única, assumo todas. Se tiver ligação do meu aparelho para qualquer traficante pode me condenar por tráfico.

Tal segurança impressionou a juíza, Drª. Andrea Ribeiro Borges, que agora questiona o policial. Sua moto foi roubada? Você abordava constantemente Pay-boy e pressionava-o para que devolver-se o veículo?

Um dia, passando por Itu, soube que a história de Play-boy estava mal contada, ele fugiu dos policiais, não teve esta de parar bonzinho não, e tentou se esconder em uma casa, mas os policiais o pegaram a força, arrastando-o para a delegacia. Mas que ninguém viu droga nenhuma não, ninguém viu.
(Veja o outro lado desta história)

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