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Empresário vê idosa sendo assaltada e prende ladrão.


Muitos anos se passaram na vida da ituana Maria de Lourdes, não vou dizer quantos, pois ela é uma senhora e eu um cavalheiro. Enquanto caminhava pela sombra das casas do Bairro Presidente Médice em sua terra natal suspirava agradecida por mais um dia.
Ao virar a esquina da Rua Mário Bordini com a Rua Cármine Mazzulo ela vê parado ao lado de uma moto preta um rapaz baixo, magro, de cabelo encaracolado. Ela segura a bolsa junto ao corpo, ma nem pensou em fugir. A vida ela sabe não é feita de fugas, mas sim de batalhas, e segue.
Vai de encontro a aquele que quer levar seu dinheiro para comprar drogas, como ele mesmo confessou depois para o soldado PM Sório, e ao chegar ao seu lado percebe o ataque. Ele tenta arrancar com força sua bolsa, mas ela luta com garra e bate nele com a sombrinha.
Ah, se a correia da bolsa não tivesse arrebentado ela mesmo teria dado um corretivo naquele rapaz... mas arrebentou. E ele aproveitou para saltar em naquela moto Honda GC 125 que está em nome de Adriano Aparecido e tenta a fuga para a felicidade das drogas... mas...
Os grandes homens deveriam ser aqueles que nos governam e nos lideram, pelo menos é isso que eu acho, mas na realidade o que vemos é que eles nunca estão ao nosso lado quando precisamos. Quem de fato nos protege são pessoas como nós, e como foi neste caso.
José e seu filho estava passando por lá quando viu a velhinha ser assaltada e o jovem subir na moto e dar pinote. Primeiro gritou, mas se o rapaz não ouviu ou preferiu se fazer de surdo nós nunca saberemos. Depois acelerou e prensou a moto na calçada.
Pai e filho descem e seguram o rapaz para entregá-lo às autoridades. O jovem aprendiz de ladrão não agüentou o estresse e pirou. Nada mais dizia, nada mais fazia. Talvez no início achasse que era jogada do rapaz, mas passado quase um ano ele ainda continua abilolado.
Anderson não está hoje bem da cabeça, mas sua advogada a Drª. Andréa de Fátima Camargo diz que naquele dia ele já não se estava em seu estado normal, e não tinha a mínima condição de conhecer e avaliar seus atos, ou distinguir uma idosa de outra pessoa qualquer.
Ela também lembra que as próprias vítimas disseram que depois de capturado ele ficou chorando e pedindo desculpas pelo que tinha feito, numa cena de dar dó. Além disso ele tem três filhos pequenos para sustentar, nunca foi processado e trabalha como lavador de carros.
Com estes argumentos a Drª. Camargo tenta convencer que o melhor para a Justiça é deixar que a família de Anderson continue levando-o para tratamento no Ambulatório de Saúde Mental do município de Itu, como aliás já vem fazendo, e que se encerre este caso.
Já o promotor de justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze discorda, lembrando que a inimputabilidade pretendida pela defensora impede por si só a absolvição sumária, pois o artigo 397 determina que “o juiz deverá absolver sumariamente quando verificar a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente SALVO inimputabilidade.
Seja lá o que o Dr. Hélio Villaça Furukawa decida neste caso nós só ficaremos sabendo depois de 24 de janeiro de 2012, dia para qual está marcada a nova audiência de Anderson.

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