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Tentativa de assassinato no Reveillon em Itu.


Não teve como Tiago explicar a facada nas costas. Sua advogada tentou de tudo – a melhor tese foi legítima defesa – mas como convencer os jurados naquela situação?

O dia 1º de janeiro de 2009 foi o último réveillon que o jovem Tiago comemorou em liberdade. Ele sempre foi corajoso quando em quando se metia em confusão, foram diversas suas passagens pela policia quando menor de idade e agora com a maioridade resolveu comemorar com tudo que tinha de direito.

O sol já tinha raiado, eram quase nove horas da manhã, mas ele ainda estava comemorando ali pela Padaria Spina na rua Dr. Ulisses de Moraes 208, no Jardim São Judas Tadeu em Itu.

Tiago conta que “... já tinha bebido a noite inteira e depois estava bebendo na padaria”, quando resolveu ir até um grupo de homens que estavam sentados conversando em frente ao estabelecimento para desejar-lhes um Feliz Ano Novo, mas um deles o enxotou de lá.

O rapaz nunca foi de levar desaforo para casa, mas daquela vez achou melhor pedir desculpas e sair de fininho. Voltou para dentro da padaria e questionou um conhecido a razão da atitude daqueles homens para com ele, e ainda inconformado foi embora.

Segundo ele, no caminho encontrou um amigo e contou-lhe que estava sendo ameaçado pelos homens que estavam em frente à padaria, e este lhe forneceu uma faca e uma camiseta, sob a qual teria ocultado a faca. Aí vem uma contradição, pois ele e sua defensora durante o processo afirmaram que esta faca estaria sobre o balcão e foi pego apenas para se defender de um ataque inesperado por parte dos homens.

O fato é que voltou a padaria e encarou Gilmar, dizendo que não tinha medo dele e queria saber o motivo pelo qual ele não o queriam lá. Quando o homem foi se levantar, já foi recebido com uma facada. Neste ponto também existem divergências, afinal o ferimento foi nas costas, portanto não tem cabimento a afirmação dele de que o homem estava vindo agredi-lo, por outro lado também a realidade não avaliza o argumento do promotor de justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze que ele foi surpreendido quando se levantava.

Seja como for, Gilmar ficou ferido, e seus amigos Oséias e Érico, que tentaram ajudá-lo também sofreram diversos ferimentos. Contaram aqueles que assistiram à cena que Tiago brigou como um louco, mas a superioridade dos homens fez com que fosse derrotado e apanhou então feito gente grande. Com a chegada da polícia foi encaminhado para a Santa Casa de Itu e de lá para a delegacia de polícia.

Um ano e oito meses se passaram até sair a condenação pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio: cinco anos e quatro meses em regime inicial fechado.mmmmm

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