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A compra e venda de drogas pelo PCC de Salto.


Nem sempre estamos dispostos a trabalhar, e com um blogueiro não é diferente, e neste caso, escreve ele algo rápido contando algum fato que em outra ocasião viraria uma extensa matéria, transformando grandes assuntos em comentários, e fatos em fuxicos. Algo deplorável que mexe com o bom senso e com a paciência de leitores mais atentos. E é justamente o caso que hoje se passará aqui:

Keiti Luiz Von Ah Toyama é o pomposo nome do “irmão Japa” do Primeiro Comando da Capital. Um dia, ele que é morador quase que permanente do Presídio de Avaré, deu uma dura em um camarada que ligou para saber da “fita da maconha”.

Péra lá, se o carinha não aprendeu garantir sua cabeça acima do pescoço ele é que não queria perder a sua, isso lá é assunto para se falar ao telefone?

O chato é que Japa tinha razão – há 50 dias que o investigador de polícia Moacir Cova estava atento às suas conversas, e não perdeu esta também. Mas como é mais fácil falar do que fazer, Japa mandou o cara calar o bico, mas ele...

Conversa vai, conversa vem... se Japa decidiu mudar seu comportamento, mudou só um pouquinho, porque senão ficaria muito trabalhoso fazer os negócios só usando códigos ou através de terceiros.

Uma vez mandou buscar urgente seu brinquedinho que estava na casa de um garoto. Opa! Alguém acreditará em outra versão se não de uma arma escondida com um comparsa? Por sinal dono de um bar que estaria com uma pistola Imbel?

Claro que esta história estava mal contada, mas esclarecerei outro dia. O importante mesmo é saber que se o Japa aprendeu alguma coisa nesta vida, é que não se deve falar sobre armas no telefone, pois pode dar azar e nos dias seguintes seus desafetos acabarem morrendo.

Vixi, que confusão isso poderia dar!!!

Só para não perder o costume... vende por telefone 100 gramas que estão com Delei, e resolve mudar só um pouquinho, afinal alguém o alertou: “tá móio(polícia está pelas proximidades). Então resolve não falar mais nada no celular...

Eu por mim tanto faz como tanto fez, xaropada juvenil, se Japa não fala, outros por ele abrem o bico: Luiz Carlos do Nascimento (irmão Piloto), traficante de Salto, não conseguindo “verdinhas” de Edson Rogério França (irmão Cara de Bola) pergunta se Japa teria...

Maia também não deixou o nome de Japa fora do baralho, não tendo material para entregar para um cliente diz que vai ver se Japa tem alguma coisa. Com amigos assim... Vai ser difícil ficar fora desta.

Por falar nisso fiquei curioso. O Maia já estava devendo para Japa fazia cinco meses, alegando que “tava tudo parado” e ficou de acertar as paradas com juros. Será que já zerou tudo ou foi zerado?

O Fernando de Indaiatuba, que uma vez ligou para o Japa pedindo dez mil reais emprestados para “fazer mercado”. O bom amigo não tinha na hora, mas mandou entregar a grana na casa da mulher dele, a Márcia. Este Fernando também tem outra história interessante, mas esta ficará para outro dia.

A delegada Drª. Márcia Pereira Cruz Pavoni, poderia responder a Palha se Delei era revendedor de Japa, mas o que Palha não perguntou e não sabia, era que o próprio Japa tinha proibido Delei de vender drogas para Palha.

Por sinal as drogas de Japa que ficavam com Delei eram escondidas na casa da irmã de um colega, se ela sabia ou não, eu não sei. O que eu sei é que o PCC provou mais uma vez que é uma organização familiar, injustamente condenada pela sociedade.

Poucos empreendimentos unem tanto uma família como o tráfico de drogas. Conheço famílias inteiras vivendo na mesma ala de determinados presídios. Quer prova união mais sólida?

Por sinal encerro aqui, e como nem sempre estamos dispostos a trabalhar, acabei escrevendo algo rápido, contando alguns fatos que em outra ocasião virariam extensas matérias. E foi assim que um grande assunto virou comentário, e que fatos viraram fuxicos. Algo deplorável que deve ter mexido com o bom senso e com a paciência dos leitores mais atentos. E foi justamente o caso que hoje se passou aqui.

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