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O Pla-boy do São Judas e a convicção do delegado.

Alguém twittou: "quem tem seguidores é seita, tenho amigos". Discordei, pois um amigo vence as barreiras do tempo e das dificuldades da vida para estar ao seu lado e ninguém tem mil e quinhentos amigos, tem: seguidores, conhecidos, colegas ou inscritos.

Cristo não tinha amigos, haviam doze seguidores, escolhidos a dedo por ele, e entre eles houve um traidor. Dos seguidores angariados pelo twitteiro, será que ao menos um enfrentaria as barreiras do tempo e das dificuldades da vida para estar ao seu lado?

Recebi a semana passada a visita de um amigo, Auguste Dupin, que quem o conhece sabe as dificuldades que ele deve ter enfrentado para vir me visitar. Não creio que nem eu mesmo o faria pelos meus melhores amigos.

Estava na DELPOL de Itu quando ele chegou, fui resolver um problema cotidiano. Havia perdido o talão de cheques e resolvi registrar o fato antes que um gaiato me levasse para o buraco, mas o funcionário informou que o documento poderia ser tirado pela internet (neste link).

Antes de sair, assistimos um fato interessante, narrado por um policial militar. Na realidade um simples caso de tráfico de drogas, interessante foi a o comentário feito por Dupin a respeito do delegado. Comentário que sinceramente não entendi.

O PM narrou que recebeu a informação pelo rádio que um cidadão estaria no São Judas traficando drogas em uma moto azul, e ao fazer o patrulhamento viram uma moto azul pilotada por um indivíduo sem capacete, e este que empreendeu fuga.

A perseguição começou na esquina da Rua Benedito Antônio Antunes Bicudo com a Rua João de Deus Ramires, durando três quarteirões. Pela descrição feita pelo policial foi uma fuga cinematográfica, só faltando à troca de tiros para ser filme americano.

Quando chegaram ao comecinho da Rua Prof. Alfredo Gomes, uma viatura conseguiu interceptar o fugitivo. Mesmo assim, este tentou a fuga a pé, entrando em uma casa cujo portão estava aberto. Tirado de lá a força pelos policiais continuou agressivo.

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José Emerson Jairo de Lima Gomes (Jairo ou Pay-boy) já era conhecido pelos policiais, pois ele já respondeu por dois homicídios. Com ele desta vez foi encontrado, no bolso direito de seu shorts 15 pedras de crack, e no esquerdo 60 pedras, além de R$ 270,00.

Na delegacia Pay-boy estava ao lado de sua advogada, a criminalista Drª. Liliane Gazzola Faus, e juravam inocência e perseguição por parte dos policiais envolvidos, que viviam abordando o rapaz sem nunca nada encontrarem.

Após ouvir os policiais e o acusado, o delegado de polícia Dr. José Moreira Barbosa Netto prendeu o rapaz por tráfico. Dupin então comentou que interessante a certeza da autoridade policial, diferente de um delegado que ele havia conhecido no passado.

Aquele, ao contrário deste, chamava de estranho todas as coisas que não compreendia, e não eram poucas. Levado por estes questionamentos, buscava a ajuda de Dupin, e às vezes descobriam que os casos não são tão simples como poderiam ser, no entanto outras vezes o eram.

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