Pai utiliza filho como mula no tráfico de drogas.


Não pretendia interromper minhas férias. Jurei ficar de pijama todas estas frias noites, minha maior preocupação seria com a temperatura do chocolate quente. No entanto o Jornal Periscópio de quinta-feira, 10 de julho me fez sair da letargia.

Pai usa o filho para esconder droga da polícia – comerciante escondeu no bolso da calça do filho de 10 anos, cerca de 400 gramas de cocaína e acabou preso no Bairro Santa Tereza.”

Poucas coisas me indignam mais que a covardia de um pai se escondendo atrás de uma criança. O periódico diz que R.M. de 42 anos estava em seu Monza vinho quando foi abordado: os policiais desconfiaram da atitude da criança, revistaram-na e encontraram a droga.

Reinaldo Magalhães é um homem acostumado a bater em mulheres, já tendo sido beneficiado diversas vezes pela nossa legislação. Em Macatuba foi condenado duas vezes por lesão corporal (1989 e 1994) – penas irrisórias, que só o fizeram rir.

O garoto, seu filho, agora usado como mula, foi acordado em uma noite, quando tinha oito anos e juntamente com suas duas irmãs, todas crianças, presenciaram o pai bêbado, “cantando bobagens em voz alta”, tirar as roupas e passar as mãos na sua mãe exigindo sexo ali, na frente de todos.

Sábado, 13 de dezembro de 2008. 2 horas da madrugada
Rua Helena Vilaron Xavier 26, Jardim Oliveira, Itu, SP

A mulher dorme com os três filhos na sala. O frentista chega embriagado, quer sexo ali mesmo, e com sua recusa ele a esbofeteia. Ela quer se separar, mas depende economicamente dele. Foram três socos na cabeça. Esse é o covarde e depravado Reinaldo Magalhães.

Ele não titubeia, pega suas coisas e sai da casa ameaçando “voltar terminar o serviço que começou”. E o pior para aquelas crianças, sai deixando-os sem nada para comer e nenhum dinheiro para se manterem. Este é o covarde e chantagista Reinaldo Magalhães.

Gritando na frente de todos que ela era vaca, puta, vagabunda, piranha e biscate. Diz saber que ela tem um amante e diz que matará a ambos se os flagrarem juntos. Ao mesmo tempo assume que tem uma amante, Mônica, em Parelheiros, bairro onde estava morando e trabalhando. Este é o covarde e imoral Reinaldo Magalhães.

Ele só vinha no final de semana para ficar com as crianças. Mas a mãe se negava a deixá-lo levar os rebentos, visto que segundo ela, ele às levava para os bares, saindo dirigindo bêbado em alta velocidade. Este é o covarde e irresponsável Reinaldo Magalhães.

Ele disse a ela: “Quer ver como eu calo sua boca, vagabunda”, e desferiu-lhe um soco. Esse homem saiu da casa e retornou logo em seguida para pegar a dentadura que ele havia esquecido. Este é o covarde e ridículo Reinaldo Magalhães.

O oficial de justiça Rodrigues de Parelheiros teve dificuldade em encontrá-lo por lá, o endereço que dado por ele na polícia, Estrada da Colina 600, não existia, mas graças à dedicação do servidor da justiça, localizou-o morando e trabalhando no Auto Posto Áster.

O Dr. João Teixeira Alves, seu defensor, disse que nada disso foi verdade, que ele ia sair, ela segurou seu braço e que ele levou o braço com força para traz, atingindo-a sem querer. Ele por sua vez fez acusações a ela pelo relaxo com que cuida da casa e dos filhos. Mas prefiro achar que não é verdade o que ele diz, pois um verdadeiro pai jamais permitiria que seus filhos vivessem no ambiente como o que ele descreveu.

Este homem, se é que se pode chamar de homem este ser depravado, foi beneficiado neste processo de 2008, como em todos os outros, com a suspensão por dois anos. Sua pena é ir até o Fórum uma vez a cada dois meses e dizer que está tudo bem, e que não dá nada para ele. Isto é Brasil.

Um país onde os valores são invertidos. Se bobear, e temo até chamar uruca ao dizer isso, o alto-alegrense Reinaldo Magalhães sairá como usuário, e portando sem pagar nada por este crime também. Os policiais que revistaram a criança, poderão responder pelo seu ato, afinal o menor estava protegido pelo ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, e não poderia ter sido constrangido.

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