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É verdade que ituano come na gaveta?


Se é algo que o ituano gosta é de falar bem de sua terra e de seu espírito acolhedor. Êta povo que recebe bem seus visitantes, e sempre foi assim, desde os tempos do antigamente.

Aqui fazemos o possível para receber bem a todos, e com Auguste não foi diferente, mesmo por que ele era um francês com conhecimento com o governador. Não que para o ituano faça diferença: a origem, as ligações políticas, posição social, ou status econômico de um turista, claro que não, se fosse um nordestino fugido da seca no sertão e sem um centavo no bolso seria tão bem recebido quanto ele, né não?

É até bom tocar nesse assunto agora, visto que a PROTUR está lançando o “Guia do Turismo” que pode ser retirado tanto no trailer que fica na Praça da Matriz, na sede da associação, ou nas empresas associadas. Um ótimo trabalho que conta detalhes e curiosidades de diversos pontos turísticos desta região que integra o Roteiro dos Bandeirantes: Itu, Salto, Porto Feliz, e Tietê.

Esse impresso poderá ajudará a desmentir algumas calúnias que espalharam sobre nós.

Uma das mais chatas deve ser aquela que diz “ituano come na gaveta”. Ouço isso desde que era criança, claro que lá em casa realmente as mesas da cozinha tinham gavetas, e realmente colocávamos lá a comida quando recebíamos visitas, mas não tem nada de errado nisso, né não? Seria bonito ficar comendo enquanto a visita ficava em pé olhando? Claro que não!!! E vai que a gente convida para comer e a pessoa resolve aceitar!!!

Assim não foi justo quando Auguste postou depois de nos visitar que achava estranho ter passado fome por que de manhã só lhe oferecíamos um cafezinho antes dele sair. E ainda teve a pachorra de comentar que... não, vou dar um Ctrl C + Ctrl V aqui no que ele postou se não vocês não vão acreditar em mim:

“Quando ... me convidavam para jantar, eu tinha quase sempre a certeza de passar fome durante o dia seguinte; não é que a comida não fosse abundante e saborosa, mas, no dia seguinte só me davam antes de partir um café, apenas acompanhado de pequenos biscoitos.”

Auguste ainda teve a pachorra de acrescentar alguma coisa assim:

“Não acusarei, é certo, de miseráveis os ituanos, mesmo por que vi colegas meus comendo muito bem, mas só me ofereciam café! Para não passar fome tinha que sair escondido comer alguma coisa por aí, e daí voltava e tomava sorrindo o cafezinho que me ofereciam como se fosse grande coisa.”

Bem, Auguste, próxima vez então que vier aqui para Itu dá uma passada pelo trailer da PROTUR em vez de vir filar rango aqui em casa!!! Pronto, falei!!!

Auguste de Saint-Hilaire esteve em Itu nos últimos dias de 1819 e primeiros dias de 1820, e deixou relato escrito em seu livro “Viagem à Província de S. Paulo”, se não acredita que ele escreveu isso mesmo consulte a biblioteca mais próxima.

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