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O homem desaparecido e a Mitra Diocesana de Jundiaí.



A visita à Cúria de Jundiaí foi muito mais estranha eu imaginei que seria quando segui o conselho daquela senhora e fui até lá para tentar esclarecer o desaparecimento do vigia do Condomínio Terras de São José de Itu.

Já de início o local me surpreendeu, pois imaginava encontrar uma igreja ou prédio centenário, mas era um edifício asséptico mais parecendo uma escola.

Na recepção que mais parecia ser de uma clínica particular, pedi para falar com a determinada pessoa pois eu estava escrevendo uma matéria sobre o vendaval de 1991.

Aguardei por muito tempo até que um funcionário tão asséptico quanto o prédio me conduziu a uma sala do lado direito de um corredor que saía a direita daquele saguão, onde fui acomodado em uma mesa de leitura sem nenhuma palavra e convidado a aguardar.

Acreditei que a pessoa a qual havia solicitado para conversar viria falar comigo, se bem que eu preferia sumir dali antes de vê-lo, pois aquele local mais parecia uma sala de interrogatório de delegacia de polícia ou para visita de presos de filme americano do que um ambiente religioso.

Surpreendentemente me volta muito tempo depois o mesmo funcionário com o segundo volume do Livro Tombo da Igreja Nossa Senhora da Candelária de Itu.

Estranho? Ficaria pior!

Me entregando a obra, passou a falar de como eu tinha sorte de poder folhear aquele documento, pois se fosse na Cúria de São Paulo, eu teria que fazer por escrito meu questionamento, pagar uma taxa, e tempos depois alguém daria uma resposta, e blá, blá, blá, até que saiu da sala sem mais nem menos.

Não entendi nada!
Estaríamos falando a mesma língua?
Seria ele um ser
kafkiano?

Procurei por algo nas ilegíveis páginas daquele livro, mas nada encontrei que explicasse o que estava acontecendo, então esperei, esperei, esperei… e como o tal funcionário não dava sinais de vida e eu já estava muito puto da vida, perdi a paciência, saí da sala, passei pelo saguão e saí do prédio sem que ninguém desse a mínima atenção para mim. Nunca me senti assim, invisível, era como se eu nem estivesse ali.

Havia deixado meu fusca verde ao lado do edifício de quatro andares que fica na rua lateral, e ao chegar no carro um senhor moreno magro, camisa salmão e calças pretas, me perguntou se havia sido eu quem procurara por tal pessoa, e quando confirmei, ele me disse que havia eu fora imprudente e deselegante aparecendo daquela forma falando sobre o tornado de Itu de 1991, mas que tal pessoa me encontraria em quinze minutos no ponto de ônibus em frente ao Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida no Jardim Guarani, aí ele virou as costas e foi embora.

Eu não gosto de escrever esse tipo de palavra, é mais cara do Carlota do Jornal Notícias Populares de Itu, mas dessa vez terei que abrir uma exceção: QUE SACO! — se bem que ele usaria um termo mais pesado.

  1. uma introdução ao caso,
  2. parte, o dinheiro sumiu,
  3. parte, uma história difícil de acreditar,
  4. parte, a estranha visita a Mitra Diocesana,
  5. parte, o católico de Jundiaí,
  6. parte, os nefilins existem,
  7. parte, o bispo de Itu.
  8. Nesse eu só falo das críticas que sofri e relato algumas matérias que foram publicadas na época pelo Jornal Federação.

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