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O Primeiro Comando pacifica São Paulo?


Há alguns dias postei aqui um artigo apontando a drástica redução da taxa de homicídios após os atentados de 2006 praticados pelo Primeiro Comando da Capital. Afirmamos através da avaliação dos números estatísticos que algo em torno de 25 mil vidas teriam sido poupadas no estado de São Paulo nos dez anos que se seguiram.

Danilo Freire, apresentou um trabalho ao Department of Political Economy, King’s College London onde cita que há um grupo de pesquisadores que afirma que desde a ascensão do PCC até o final do período por ele pesquisado (2002 à 2012) teriam sido poupadas 30 mil vidas só no estado de São Paulo.

Em seu trabalho “Evaluating the E‚fect of Homicide Prevention Strategies in Sao Paulo, Brazil: A Synthetic Control Approach” Danilo Freire analisa os dados através do Método de Controle Sintético e conclui que a queda das taxas de mortalidade por homicídio se deu graças a uma soma de fatores onde a mediação da liderança do Primeiro Comando não foi um fator importante.



É fato que desde 1999 a taxa de homicídio no estado vem caindo drasticamente saindo da estratosférica marca de 41,8% homicídios para cada grupo de 100.000 habitantes para se estabilizar em torno de 13,6% entre os anos de 2010 à 2014, em quinze anos deixaram de morrer 45.000 pessoas em sua maioria jovens.

O pesquisador afirma e demonstra através de várias tabelas comparativas que a atuação do governador Geraldo Alckmin com uma política específica de longo prazo no combate a criminalidade somado ao controle ao desemprego e da desigualdade social e econômica foram os fatores que mais influíram no resultado positivo.

Ele cita algumas medidas de política de segurança pública que deram certo em São Paulo mas que são questionáveis: o aumento da certeza e uma maior intensidade da punição para desencorajar potenciais criminosos; política rigorosa de controle de armas; taxas de encarceramento levantadas; e sentenças mais duras contra condenado por um crime.

Danilo Freire diz que essas medidas governamentais assim como a normatização e hierarquização do crime determinada pelo PCC não podem justificar sozinhas a queda do índice, ao contrário de outros fatores foram fundamentais: queda no número de homens na faixa 15-25 anos; estratégia espacial de combate a criminalidade; segregação das lideranças e criminosos das ruas; diminuição da desigualdade social; e o contestado Regime Disciplinar Diferenciado.

O pesquisador disponibiliza em seu trabalho as tabelas comparativas, as equações, e detalhamento das  conclusões.

As discussões sobre esse tema estão disponíveis no grupo do Face: https://www.facebook.com/groups/608016342715976

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