Primeiro Comando se prepara para entrar no Uruguai.



A Guerra entre as facções Primeiro Comando da Capital PCC e Comando Vermelho CV há muito ultrapassou nossos limites territoriais. O Serviço de Inteligência da Polícia Nacional do Uruguai alertou cinco províncias que fazem fronteira com o Brasil que estarão sujeitas a ações violentas das gangues brasileiras: Artigas, Cerro Largo, Rivera, Rocha, e Treinta y Tres.

A notícia foi inicialmente divulgada pelo site gaúcho A Plateia de Sant’Ana do Livramento informa que a polícia uruguaia foi avisada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo MP-SP que a facção paulista estaria distribuindo armas para seus membros nos estados do sul do país para agirem fora das fronteiras brasileiras. Além de assaltos estariam sendo planejadas ações dentro dos presídios daquele país.

Segundo dados do MP-SP o Primeiro Comando da Capital possuía em agosto de 2016 686 membros conhecidos no Rio Grande do Sul, o que demonstra que a organização tem uma presença significativa no estado, disputando ou fazendo alianças com diversos outras facções: Bala na Cara, Os Tauras, Os Manos, V7, Os Abertos, Unidos Pela Paz, Comando Pelo Certo CPC, e os Amigos Leais. Sendo que o mais importante é a facção Bala na Cara.

O medo de que a facção paulista organize dentro do Sistema Penitenciário métodos de recrutamento aos moldes dos existentes em todo o território brasileiro. Alguns membros da facção estariam custodiados naquele país e receberiam apoio de fora do presídio, aproveitando as alianças comerciais que hoje já existe entre o PCC e algumas gangues uruguaias ligadas ao tráfico internacional de armas.

As ações orquestradas pelo Primeiro Comando não teriam como objetivo apenas o controle da rota de acesso de drogas e armas. O Uruguai é utilizado há décadas como porta de saída para lavagem de dinheiro do Brasil e da Argentina, e o controle da área reforçaria a posição da facção paulista em relação às outras da América Latina, além de passar a controlar o envio de drogas para a África através do porto de Montevidéu, aproveitando a tecnologia de logística que adota nos portos brasileiros como o de Santos.

Após o assassinato do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani o Departamento de Estados Americano passou a investigar o impacto do novo posicionamento do PCC no Narcosul (Narcosur), como é chamado o Cartel Internacional de Drogas da América do Sul.

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