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A missão do PCC Mariano Luiz Tardelli começou.


Mariano Luiz Tardelli era um líder do PCC e da comunidade de El Naranjo em Santana de Chiquitos na Bolívia, e foi esse homem que foi preso, mas o que isso de fato significará para o futuro do Primeiro Comando da Capital e do Sistema Penitenciário boliviano?

Ao chegar em El Naranjo não tentou ser didático ou pedagógico na doutrinação da comunidade, apenas estava lá, ouvia o que diziam e ajudava no que era preciso, sem querer impor nada, sem tomar uma posição de ruptura da cultura local que pudesse ser classificada como invasão ideológica ou revolucionária.

Mariano não ficou se questionando se aquelas pessoas eram boas ou más, se o povo daquela comunidade era fruto da civilização ocidental ou da eram “homens da natureza” com seu pressuposto ideológico do “bom selvagem”. Não, Mariano apenas fez amizades, e ajudou a quem pediu.

Nas veias dos PCCs corre o sangue dos antigos Bandeirantes que utilizando de violência ímpar eliminou os povos das “Sete Missões”. Passados 250 anos o sangue das comunidades missionárias ainda escorrem das mãos de todos os paulistas, mas a lição foi aprendida e hoje as bandeiras paulistas se dão de forma pacífica.

O "Primer Comando de la Capital" ao chegar na Bolívia não se impôs, colocou à disposição das pessoas carentes, e Mariano passou a ser considerado “el padrino” de la comunidad”. O Ministro de Governo da Bolívia, Carlos Romero, declarou que o PCC foi “protegido pelos habitantes locais, eu diria que por toda a comunidade".



Assim como os indígenas catequizados das missões no passado protegeram os jesuítas da violência dos ancestrais dos PCCs, os Bandeirantes paulistas.

É atribuída a essa única célula do Primeiro Comando da Capital quase 60 assaltos a bancos e carros fortes dos dois lados da fronteira, assim como a participação no esquema internacional de tráfico de armas e drogas, e para desbaratar o grupo o governo boliviano mobilizou mais de mil agentes policiais e militares.

Vitória para o governo boliviano que colocou para dentro de suas grades um dos maiores líderes do PCC e vários dos integrantes da facção.

O Comando Vermelho nasceu e se desenvolveu quando o governo colocou presos políticos misturados com os presos comuns no Rio de Janeiro. O Primeiro Comando da Capital nasceu e se desenvolveu depois o governo misturou presos paulistas com os da facção Comando Vermelho. Agora o governo boliviano leva para dentro de suas muralhas "el capo" do Primeiro Comando.

Mariano Luiz Tardelli e seus comparsas não tentarão ser didáticos ou pedagógicos na doutrinação da comunidade carcerária boliviana, apenas foram levados para lá, onde ouvirão o que os presos dizem e os ajudarão no que for preciso, sem querer se impor, sem tomar uma posição de ruptura da cultura local que possa ser classificada como invasão ideológica ou revolucionária, mas serão mais uma semente missionária da facção paulista.

Nas veias dos PCCs corre o sangue dos antigos Bandeirantes que não se esqueceu de como utiliza de violência ímpar para eliminar seus inimigos. Passados 250 anos do massacre das missões jesuíticas, a lição ainda é lembrada e hoje as bandeiras paulistas se infiltram pacificamente, seja na comunidade de de El Naranjo em Santana de Chiquitos, seja no Sistema Carcerário boliviano.

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