"O futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia."(Millôr Fernandes)

A guerra não chegou a São Paulo, mas as armas sim


Tem muita gente que é a favor de que as "pessoas de bem" se armem para se defenderem, afinal não se pode mais confiar na polícia para sua proteção.

Eu só não entendo quando um policial defende essa tese, é como assinar um atestado que não tem condições de fazer seu trabalho e quer que cada um cuide de seu próprio traseiro - além de ser um tiro no pé para quem faz bico (bravo).

No mundo do crime não é diferente, durante muito tempo os moleques e gerentes das biqueiras confiaram sua segurança a proteção da facção e de seus disciplinas, depois da ameaça de ataque (e alguns sofreram na pele) dentro do estado de São Paulo, o clima de insegurança chegou até as quebradas.
"A guerra entre as facções fez com que até as biqueiras se armassem em São Paulo”, afirmou o delegado Ruy Ferraz Fontes

A molecada que antes trabalhava desarmada começou a andar trepada. Agora a polícia paulista começa a sentir o efeito. Sempre que chegava em uma biqueira não encontrava resistência, agora já não é bem assim, pelo menos é o que conta Marcelo Godoy na reportagem:
Até pequenos traficantes já buscam armamentos

Lembrando, que ao contrário dos polícias que defendem que a população ande armada, a facção não retirou o salve para , moleque ficar mostrando arma para a população, e se tiver morte não autorizada...

"Em São Paulo, ... há um oligopólio oferecendo proteção às biqueiras: o PCC." Michel Misse professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista em Segurança Pública.
Só para lembrar a fita de como era antes do PCC resolver o caso das armas em São Paulo...

Naquele tempo a situação era outra, não tinha disciplina. Era tudo na faca, na bala. Cobravam água, luz, tudo dos moradores. E ai de quem reclamar! Não tinha respeito. Qualquer fita já chegavam intimidando, dando tapa na cara, mostrando arma. Hoje ninguém mais anda armado, a não ser quando precisa, mas é raro. Porque tudo hoje se resolve na ideia. E o morador fica mais tranquilo também, porque ele sabe que nóis tem uma ética e não vai expulsar ele do barraco sem mais nem menos. Porque nóis age pelo certo. 

última publicação:

Marcola do PCC e o mito de Frankenstein

Afinal quem seria o monstro? A criatura ou seu criador? Em 15 de agosto de 2011, escrevi meu primeiro artigo sobre o Primeiro Coma...