Pular para o conteúdo principal

Hanfeizi combatendo o PCC no reino de Qin

A sabedoria chinesa e o combate ao PCC 1533


Há dois mil anos, na China, havia um estudioso chamado Hanfeizi, que devotou sua vida pelo estabelecimento de um Estado forte que pudesse garantir a paz e a segurança.

O estrategista chinês ofereceu seus serviços ao imperador Zheng do reino de Qin por acreditar, assim como eu e você, que o legalismo é fundamental para a construção de uma nação segura e um Estado consolidado.

Quem me guiou por essa trilha pela qual levo você agora foi André da Silva Bueno, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em seu artigo “Abolir o passado, reinventar a história: a escrita histórica de Hanfeizi na China do século III a.C.”.

Hanfeizi viveu na China no final da Dinastia Zhou, em um “Estado nacional” enfraquecido e diversos reinos autônomos fortes, cada qual cuidando de sua segurança enquanto sofriam ataques de bárbaros e saqueadores.

Eu e você vivemos no Brasil recentemente democratizado com um Estado nacional enfraquecido e diversos estados autônomos fortes, cada um cuidando da segurança enquanto sofrem ataques de facções criminosas.


Controlar a liberdade de opinião para vencer o PCC


A imprensa e os intelectuais vitimizam criminosos sob uma leniente política de Direitos Humanos enquanto demonizam as forças policiais e os cidadãos de bem que defendem as normas jurídicas do Estado de Direito.

Políticos, imprensa e artistas falam abertamente sobre as vantagens da implantação de sistemas tolerantes de convivência com o crime organizado, pregando uma “repressão condicional”.

É o caso do artigo “Can Governments Deter Violence Committed by Crime Groups?”, do jornalista Mike LaSusa, que compara sob um tênue manto de imparcialidade três políticas de combate ao crime organizado:

  • “repressão condicional” no Rio de Janeiro;
  • “condicionalidade atrelada à submissão” na Colômbia; e
  • “militarização” no México.


Hanfeizi teria aconselhado o imperador Zheng de Qin a deletar essa postagem e a enterrar seu autor como forma de abolir o passado, reinventar a História e criar um ambiente propício para o restabelecimento de um Estado de Direito forte e seguro:

“Aqueles que querem vencer terão antes que queimar os livros e enterrar vivos 400 eruditos.”



Guerra sem quartel ao PCC 1533


Mike, assim como quase todos aqueles que estudam a facção Primeiro Comando da Capital e boa parte dos analistas em Segurança Pública dos grandes meios de comunicação, aponta as vantagens do sistema de pacificação condicionada.

O jornalista do site InSight Crime explica que o México, desta forma, manteve sob controle as taxas de homicídio por quase um século graças a acordos informais e pontuais entre políticos, policiais, militares, agentes públicos e traficantes de drogas.


A paz foi mantida até o dia em que o presidente Felipe Calderón colocou a ”Rota na Rua” ao decretar a “guerra sem quartel” aos grupos criminosos.

Desde então, a taxa de homicídios não parou mais de subir, e hoje chega a 21,3 mortos ao ano para cada 100 mil habitantes – só para comparar, em São Paulo, que mantém a pacificação condicionada, o índice está em 7,8.
“As autoridades mexicanas estimam que 40 por cento do país está sujeito à insegurança crônica e alguns estados estão paralisados ​​devido extrema violência organizada – já são mais de 200 mil mortos, muitos dos quais enterrados em valas comuns.”



Controlar a criação artística para vencer o PCC


Hanfeizi ofereceu seus serviços ao imperador Zheng de Qin por acreditar, assim como eu e você, que o legalismo é fundamental para a construção de uma nação segura e um Estado consolidado.

Dessa forma, as polícias devem decretar uma “guerra sem quartel” às facções criminosas, como o México fez. Quem sabe por aqui, agindo da mesma forma que os mexicanos agiram por lá, não cheguemos a resultados diferentes, menos desastrosos?

Hanfeizi teria apontado o erro de Calderón: ele não atacou o âmago do problema – acadêmicos, jornalistas e artistas que incentivam uma cultura depravada e que se opõe ao estabelecimento de um Estado Forte, incentivando a rebeldia popular.

É o caso da música Racistas Otários, do grupo Racionais MC’s, que faz uma crítica social sob um tênue manto de imparcialidade, mas, de fato, insufla a revolta contra a opressão exercida pelo Estado Constitucional, como querem os cidadãos de bem:

“A lei que é implacável com os oprimidos
Tornam bandidos os que eram pessoas de bem.
Eles são os certos e o culpado é você
Se existe ou não a culpa
Ninguém se preocupa
Pois em todo caso haverá sempre uma desculpa”
Hanfeizi teria aconselhado o imperador Zheng de Qin a proibir essa música e a enterrar seus autores como forma de abolir o passado, reinventar a História e criar um ambiente propício para o restabelecimento de um Estado de Direito forte e seguro:

“Aqueles que querem vencer terão antes que queimar os livros e enterrar vivos 400 eruditos.”


Controlar as lideranças políticas para vencer o PCC

Políticos adotam hoje abertamente a defesa de ideologias que francamente colocam em dúvida a efetividade das ações de governo, suas forças policiais e os cidadãos de bem que defendem as normas jurídicas do Estado de Direito.


É o caso de Guilherme Boulos, do PSOL, que afirma publicamente:
“Existe uma lógica que foi vendida para parte de que botar mais gente na cadeia ou nas prisões resolve os problemas.

Quem pensa com essa lógica precisa nos explicar por que nos últimos 10 anos a população carcerária do Brasil dobrou, se tornando o terceiro país em população carcerária do mundo, e a sociedade não está mais segura por isso.

Opa! Vamos parar para pensar, pois esse pode não ser o caminho. Entulhar gente em masmorras que se dizem de recuperação. Recuperação coisa nenhuma, às vezes a pessoa entrou lá por um crime leve e saí de lá PHD no crime.

Isso não quer dizer defender a impunidade, não! Se alguém mata, rouba ou estupra, tem que ser punido! O que não pode é achar que vai entulhar as cadeias, fazer cadeias em todos os cantos e a sociedade vai ficar mais segura.

Desculpe, não está ficando mais segura. Estão fazendo isso há um tempão, e não está ficando mais segura.

Nos últimos 30 anos nós estamos fazendo a política de segurança baseada na chamada Guerra às Drogas exportada pelos Estados Unidos, onde você pega forças militares do Estado e faz o suposto ‘combate ao narcotráfico’.

Essa Guerra às Drogas, isso virou uma maneira de militarizar as favelas, as periferias, os morros e de matar a juventude pobre e negra!

Vamos pensar duas coisas:

  • primeiro – vocês acham mesmo que combater o narcotráfico é pegar o cara que está na laje da favela, que a cabeça do narcotráfico está no barraco de uma favela? A cabeça do narcotráfico está ligada ao poder, aliás, em helicóptero cheio de cocaína de senador da República que está livre leve e solto até hoje, não é? É aí que está e ninguém mexe; e 
  • segundo – o fato de ser proibido faz com que alguém não use drogas? Quem quer usar sabe onde comprar, vai lá, compra e usa, e o narcotráfico não diminuiu em nada nos últimos 30 anos, ao contrário, as facções só cresceram. Essa política está errada, totalmente errada”

Para manter o Estado de Direito e atendendo aos anseios dos cidadãos de bem, mais uma vez, um conselheiro devoto como Hanfeizi não teria hesitado em orientar o imperador a proibir a divulgação de ideias como essa:

“Aqueles que querem vencer terão antes que queimar os livros e enterrar vivos 400 eruditos.”





A pacificação através da leniência


Eu e você sabemos que Hanfeizi tinha inteira razão, que não basta a Rota na Rua para vencer o inimigo quando ele está enfronhado no nosso emaranhado cultural.

Assim, sabemos que teríamos que abolir o passado, reinventar a História e criar um ambiente propício para o restabelecimento de um Estado de Direito forte e seguro colocando sob controle a informação e, se for preciso, sacrificando acadêmicos, jornalistas e artistas que incentivem uma cultura depravada, afinal, quem defende bandido é bandido também, e bandido bom é bandido morto.

Quando alguém como Mike demonstra o insucesso das operações militares no Rio de Janeiro por sua inexequibilidade em grandes extensões, ele está acusando o Estado e as forças policiais de incompetência e hipocrisia.

Mike demonstra em sua reportagem que o melhor resultado a longo prazo é o governo deixar claro os limites em que vai atuar, dando oportunidade para a marginalidade sair da comunidade ou mudar de vida e, só depois disso, agir, tomando o perímetro.

Não adianta Mike provar que os números demonstraram o sucesso da pacificação condicionada no conturbado Rio de Janeiro, na Colômbia ou em São Paulo – são apenas números, e eu e você sabemos que o que funciona é a Rota na Rua.



Eu e você e o destino de Hanfeizi no reino de Qin


O imperador Zheng do reino de Qin venceu as hordas bárbaras e os governos provinciais fortes e pôde nos mostrar o caminho para derrotar o Primeiro Comando da Capital e as outras organizações criminosas.

Eu e você podemos lutar para emplacar um governo forte, que combata a pacificação condicionada, os acadêmicos, os jornalistas, os artistas e os influenciadores que incentivam uma cultura depravada e a rebeldia popular… Só que – sempre tem o “só que…”




O pesquisador André Bueno que me perdoe pelo spoiler, mas como o fim dessa história já é conhecida há dois mil anos, todo mundo já sabe:

A Dinastia Qin do imperador Zheng foi um fracasso, durou míseros 15 anos, queimou milhares de escritos antigos e matou milhares de pensadores – só para comparar, a Dinastia Zhou que a antecedeu durou 790 anos, e a Dinastia Han que a sucedeu durou 426 anos.

Hanfeizi cobrou de seu rei tratamento cruel contra aqueles que se opunham a implantação da nova ideologia e acabou sendo condenado à morte pelo próprio imperador Zheng, sem conseguir ver o reino de Qin vencer seus inimigos.

Um dos 400 eruditos mortos tinha em um dos livros que foi queimado um ensinamento de Confúcio que era mais ou menos assim:

“Quando alguém atacar alguém por sua ideologia, prepare duas covas”.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como se faz para entrar como membro do PCC.

Eu não concordei com o velho François-Marie Arouet ao dizer que se olharmos com os dois olhos, enxergaremos melhor: com um olho veríamos as coisas boas, com o outro as coisas ruins. Por isso, segundo ele, seria importante evitar fechar um para abrir bem o outro.

Meu velho François, leia com seus dois olhos bem abertos como se pode ingressar no Primeiro Comando e me diga: onde está o lado bom? Eu só conseguir ver o lado negro, mesmo sem ser caolho, por isso vou lhe contar o caso do irmão Cara de Bola.

Ele, que era torre do PCC e responsável pela distribuição das drogas na cidade de Indaiatuba, explicou com detalhes como se ingressa na facção, pois caiu em uma escuta ao ligar para o irmão Boquinha. Foi assim que ficamos sabendo de tudo:

Nepotismo

O irmão X tornou-se membro da facção por ser irmão de sangue do Tio, ou irmão M, um general na hierarquia do Primeiro Comando da Capital forte em em Indaiatuba, na época. Essa é uma das formas de ingresso: sendo parente de outros membros. Nem …

Como se faz para sair do PCC?

Se tá de sacanagem né, você acha que o Primeiro Comando da Capital é putaria? Entra quando quer, sai a hora que quer, de boa? Não é bem assim não, se virou crente e quer tirar a camisa, ou tem alguma coisa com tua família...

Vou falar pra você, essas são as perguntas que mais aparecem por aqui, e eu falo para procurar o sintonia e trocar ideia, é assim que se faz.

Mas por que não escrevi sobre isso antes? Por que eu fico na minha, só que agora fui cobrado, alguém leu no site do Terra que é putaria e acharam que fui eu:

Quando sair, tem que rasgar a camisa e ficar de boa", diz um homem por telefone, após ser retrucado por uma mulher investigada: "Não tem que rasgar a camisa, não; tem que arrancar a cabeça dele"

PCC decide permitir que integrantes deixem facção
Meu, quem falou essa idiotice foi o site Terra que começa mais ou menos assim:

"Pela primeira vez desde que surgiu nas prisões paulistas, no início da década de 1990, a organização criminosa Primeiro Comando da…

Quem são e o que fazem os disciplinas do PCC 1533?

Houve um tempo em que eu acreditava em um mundo ideal, onde a polícia defenderia as pessoas com justiça, mas esse tempo acabou. A pesquisadora Deborah Rio Fromm Tinta também não acredita que a força policial deva impor pela força sua autoridade…
"Logo me dei conta que uma rodinha de disciplinas estava por ali também. Fiquei mais tranquila. ... Vários pontos de conflito que emergiram foram apaziguados graças à mediação dos disciplinas."O humorista Márcio Américo, que certa época da vida foi um assíduo frequentador do local concorda:
"A polícia e a prefeitura apenas fingem ter controle do local, completamente dominado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), por “propaganda superficial”Deborah Rio, durante o trabalho de campo que fez em 2015 bem na conturbada Cracolândia ela acompanhou de perto a ação dos “disciplinas” do Primeiro Comando da Capital (PCC 1533) que negociaram com traficantes, usuários de drogas, jornalistas, policiais, e autoridades públicas.



Os disciplinas …

Estatuto do Primeiro Comando da Capital PCC 1533.

VEJA TAMBÉM O ESTATUTO PCC 1997
Revisto e atualizado em 2017.
A Sintonia Final comunica a todos os irmãos que foram feitas algumas mudanças necessárias em nosso Estatuto. O PCC foi fundado em 1993. Comemoramos esta data no dia 31 de agosto de todos os anos, mas 24 anos se passaram e enfrentamos várias guerras, falsos criminosos foram desmascarados, sofremos duros golpes, fomos traídos inúmeras vezes, perdemos vários irmãos, mas graças a nossa união conseguimos superar todos os obstáculos e continuamos crescendo.

Nós revolucionamos o crime impondo respeito através da nossa união e força que o certo prevalece acima de tudo com a nossa justiça, nós formamos a lei do crime e que todos nós respeitamos e acatamos por confiar na nossa justiça.

Nossa responsabilidade se torna cada vez maior porque somos exemplos a ser seguido.


Os tempos mudaram e se fez necessário adequar o Estatuto à realidade em que vivemos hoje, mas não mudaremos de forma alguma nossos princípios básicos e nossas diretrizes,…

Assassinato no Portal do Éden - Polícia ou PCC?

A justiça é a busca constante do equilíbrio, podemos ver sua face de maneira clara quando dois ou mais lados de uma mesma contenda se unem para comemorar juntos um fato, e assim ocorreu com a brutal morte de Sérgio Pereira da Silva, o "Nei do Portal do Éden". A população do Portal do Éden temia e com razão aquele rapaz que gostava de provar sua coragem enfrentando a todos e querendo impor sua vontade como a única verdade. Mas o que poucos sabiam é que a cada dia que nascia ele perdia um pouco sua força. A comunidade onde o tráfico está enraizado pode dar a ele a segurança e a proteção da qual precisa para sobrepujar a lei, ocultando-se, transformando sua luta em uma questão social e fazendo que aqueles que são perseguidos pela lei passem a ser vistos como dignos de ajuda. Nei desprezava o apoio da população, era muito superior à ela, que se esconde em suas frágeis residências em busca de proteção como baratas que fogem da luz. Ele não, ele era a luz, ele era o poder, mas Nei nã…

PCC ― Facções aliadas, inimigas e neutras

agosto 2018 Facções criminosas aliadas da Família 1533 (28)Acre: Bonde dos 13 (B13) e INFARA

Amapá: Terror

Bahia: AGEITA Q É NÓIS, Bonde do Maluco (BDM), Caveira e Katiara

Ceará: Guardiões do Estado (GDE)

Espírito Santo: Primeiro Comando de Vitória (PCV)

Goiás: ADE, Bonde dos Cria, Bonde do Osama e Família Monstro

Maranhão: Bonde dos 40 (B40)

Pará: Comando Classe A (CCA)

Pernambuco: Cachorros, Coringa e USA (GRUPO)

Rio de Janeiro: Amigo dos Amigos (ADA) e Terceiro Comando Puro (TCP)

Rio Grande do Sul: Conceição, Os Abertos, Os Mano, Taurus e V7

Roraima: Primeiro Comando do Panda (PCP-RO)

Santa Catarina: Comando Leal (CL) e Primeiro Comando Revolucionário Catarinense (PCRC)
Facções criminosas inimigas da Família 1533 (18)Alagoas: BDL e COMICAO

Amapá: UCA-(OBS) e APS

Amazonas: Família do Norte (FDN)

Bahia: Primeiro Comando de Esperantina (PCE) e

Assassinato no Jardim Santa Laura em Itu.

Normalmente quando policiais prendem alguém, principalmente quando é o caso de um homem que acabou de matar a mulher com facada no peito, o clima é de comemoração e os comentários ficam por conta da façanha e da reação do criminoso, mas naquela madrugada de terça-feira dia 10 de abril de 2012 não era isso que estava acontecendo no plantão da DELPOL.

Até mesmos os policiais falavam com cautela a respeito do crime e sempre o comentário começava da mesma forma: “Ele era trabalhador, evangélico, calmo, não tinha nenhum vício, e ninguém esperava isso dele. Os vizinhos e parentes não entendem como é que ele pode fazer uma coisa dessas, não ele, jamais ele...” – e a conversa seguia só então para o crime e a prisão.

Aquele homem de trinta e um anos matou sim a mulher a facadas, crime passional e aparentemente sem grandes mistérios. A polícia militar chegou ao local faltando dez minutos para as duas da madrugada, pois um homem teria tentado matar a mulher à facadas na frente de sua filha de d…

Prefeitos da cidade de Itu - 1948 à 2020.

1948 à 1951 - Waldomiro Correa de Camargo1952 à 1955 - Felipe Nagib Chebel1956 à 1960 - Galileu Bicudo1960 à 1964 - Waldomiro Correa de Camargo1964 à 1968 - João Machado de Medeiros Fonseca1969 - Galileu Bicudo - Eleito e cassado pelo Regime Militar1969 - Vereador Prof. Mário Macedo Júnior — interventor federal1970 - Gel. Agostinho Teixeira Lopes e Gel. João Paulo da Rocha Fragoso — interventores federais1971 à 1972 - Olavo Volpato — mandato tampão1973 à 1976 - Lázaro José Piunti1977 à 1982 - Olavo Volpato1983 à 1988 - Lázaro José Piunti1989 à 1992 - Sérgio Henrique Prévidi1993 à 1996 - Lázaro José Piunti1997 à 2000 - Leonel Salvador2001 à 2004 - Lázaro José Piunti2005 à 2012 - Herculano Castilho Passos Júnior2013 à 2016 - Antonio Luiz Carvalho GomesTuíze2017 à 2020 - Guilherme dos Reis Gazzola

Sexo entre anjos e mulheres, é possível?

Quando o religioso católico avalizou a informação da senhora ituana1 que atribuiu o vendaval de 19912 ocorrido na cidade de Itu como sendo um fenômeno sobrenatural causado pela eliminação de um nefilim 3, levantei dúvidas sobre detalhes que não se encaixavam nessa história.

Quem me acompanha nesse blog sabe que não faço juízo de valor em questões de fé e cultura, no entanto vários pontos da história careciam de esclarecimentos. E o religioso passou semanas me tirando dúvidas e me mostrando novos fatos.

Parece um absurdo que há poucos anos a Igreja Católica tenha montado uma operação para localizar e neutralizar 4 pessoas por acreditar que seriam filhos de um anjo caído 5 e 6 e possuidoras de poderes sobrenaturais, mas já citei nesse blog fatos que indicam que essa caça existiu.

Venho de um berço católico e sei que um anjo por ser um ente espiritual não pode gerar filho, mesmo por que eles são seres assexuados, então meu primeiro questionamento foi:

“Se Azazel 7 e 8 era um anjo, então …

É crime possuir o Estatuto do PCC 1533?

VEJA TAMBÉM O ESTATUTO PCC ATUALIZADO 2017 VEJA TAMBÉM O ESTATUTO PCC ORIGINAL 1997
No Brasil, os órgãos de segurança pública e a mídia em geral apresentam a problemática de forma distorcida, promovendo a produção e a reprodução contínua de uma certa “demonização” do crime organizado; é comum qualquer atividade criminosa praticada em co-autoria ser taxada como ação de caráter mafioso e atribuída às organizações criminosas.

Tal ideologia midiática, empregada maciçamente, aparentemente influencia o legislador, o que permite a emissão de juízos de valores precipitados e/ou equivocados que, na opinião de Gamil Foppel El Hireche, geram a falsa crença de que “a definição comum prega, em essência, finalmente, que o crime organizado é o crime organizado1, havendo ainda outra igual conclusão, e não menos pífia, de que o crime organizado é a criminalidade organizada.

Apesar de cientificamente não ser recomendável, insta aqui emitir a seguinte indagação:  ̶  como punir alguém por pratica delituosa…