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A facção PCC 1533 e a rota africana

A impunidade impera para quem tem a lei em suas mãos

O garoto morto nunca botou a mão em uma arma. Ele, em seus corres, nunca ia armado ou agia com violência, mas na versão da polícia ele estava na garupa de uma moto em fuga e atirava em direção da viatura – por isso teria sido morto com dois tiros nas costas.

Eu o conhecia e tenho certeza que aquela arma foi entrouxada. Mais uma vez, a revolta dos Racionais MCs voltou a ecoar nas quebradas: “Eu não acredito na polícia, raça do caralho” – para o espanto de quem mora nas áreas nobres.



O garoto morreu na trairagem, e coube a mim buscar sua mãe e sua irmã no distrito de Santa Maria do Campo onde viviam. Foi lá, enquanto as esperava nos fundos da casa do pastor, que conversei com uma senhora que, se der certo, um dia você poderá conhecer.

O distrito é composto de umas quinze casas, uma vendinha e dois bares na beira da pista, uma rua que sobe para a igreja e uma ruela que desce e onde mora o pastor – o local ficou famoso anos atrás quando houve um “assassinato na casa do pastor”.

Uma comunidade simples, de gente simples, cujos filhos podem ser mortos sem constrangimento ou investigações, principalmente se os assassinos tiverem a lei em suas mãos.


A senhora e o “sorriso sem vergonha” do governador

Chegando na vila, fui direto para a casa do religioso, onde estavam a mãe e a irmã do garoto. Aguardava junto ao carro quando uma senhora idosa que mora na casa ao lado e cuidava do jardim me trouxe uma jarra com chá gelado.

Primeiro ela falou sobre si mesma, com o olhar distante: só havia saído daquela vila duas vezes na vida, para cuidar dos documentos quando sua mãe faleceu, mas sempre acompanhava tudo o que acontecia ao seu redor pelo jornal e pelas coisas que outras pessoas vinham lhe contar.

Valha-me Deus! Preparei-me para uma enfadonha ladainha. Ora, pensei, sorte dela nunca ter saído daqui, o mundo lá fora não está nada fácil, não!

Mas ela me surpreendeu. Sabendo que eu estava lá por causa do garoto morto, ela me veio com essa:
A polícia! Posso lhe garantir que não a temos em alta conta. Não se fazem mais policiais como antigamente. E quanto a esse governador, só te digo que não se pode se fechar em casa com as persianas fechadas para sempre”.
Sei que foi preconceito meu…

… mas ao ver aquela senhora de olhos azuis, magra, vestida como a Bruxa do 71, e que nunca tinha saído da vila, eu tive a certeza que ela seria uma defensora ferrenha desses grupos radicais que pregam prisão e extermínio – só que não.

Sei que foi preconceito meu…

… mas aquele jeito de falar da vovozinha me fez acreditar que ela só entendia de receitas de bolo, fofocas de vizinhos e rezas – só que também não.

Percebi que tinha me equivocado quando ela afirmou que João Doria teria que “abrir a persiana” e ver a realidade. Seu olhar endureceu ao falar sobre o “sorriso de sem vergonha” que ele ostentava ao dizer: “não tem mais PCC comandando crimes de dentro dos presídios de São Paulo”.

Quando ela se referia ao governador ou à polícia, chegava bem perto, falava baixinho olhando para os lados e repetia: “sem vergonhas”. Eu nunca ia esperar isso de uma senhorinha como aquela – e isso foi puro preconceito meu!

Um banho de realidade em um sorriso de uma noite de verão

A senhora me chamou a atenção para o fato de que não se podia levar a sério a afirmação do governador por dois motivos:


  1. a organização continua agindo como sempre agiu – os 62 mortos na batalha para o domínio da Rota do Solimões estavam aí para provar; e
  2. a quebra da estrutura, como sugerida por Dória, causaria o ingresso de grupos estrangeiros ou uma guerra nas ruas pela liderança, por mercados e rotas – e nada indicaria que estivesse ocorrendo.

Você entendeu por que disse que aquela senhora, que nunca saiu daquela vila, me surpreendeu?

Como eu e você já conversamos sobre o que levou o Primeiro Comando da Capital à hegemonia nas prisões, e como e quando os grupos estrangeiros passaram a integrar essa estrutura logística ao tráfico internacional, eu não pretendia mais voltar a esse assunto.

No entanto, Carolina Sampó, da Universidade Nacional de La Plata, em seu artigo “Tráfico de cocaína entre a América Latina e a África Ocidental”, explica esse esquema internacional que João Dória com seu sorriso “de sem vergonha” afirma ter quebrado.

E tudo se encaixou: a conversa com a senhora, o massacre de Altamira na guerra pela Rota dos Solimões, a afirmação do governador de São Paulo e a morte do garoto, por isso voltei aqui para te falar um pouco mais sobre a Rota Africana no tráfico internacional.



O trabalho de Carolina demonstra a falta de senso de realidade (ou de ridículo) no discurso do governador:

Um terço da cocaína chega à Europa através da África vindo dos países interiores da América Latina, onde a área de cultivo cresceu 76% nos últimos 3 anos para atender ao crescente aumento da demanda, e…

João Doria, com seu sorriso “de sem vergonha”, afirma que retirou a facção Primeiro Comando da Capital dessa complexa questão transnacional, ao isolar seus líderes e fazer operações para sufocar sua estrutura administrativa.

A senhora de Santa Maria do Campo parece que não acreditou que os produtores hispano-americanos deixaram de exportar para a África e para hemisfério Norte sua produção de entorpecente, passando pelo Brasil, utilizando a estrutura logística da facção paulista.

Mas se isso tivesse acontecido, não teria sido a primeira vez que a estratégia de distribuição internacional de drogas se adaptaria aos novos métodos e mecanismos de controle, como me contou Carolina:
“… as rotas e estratégias utilizadas pelos traficantes sofreram mutações. Inicialmente, como resultado do aumento das políticas de controle por parte de alguns estados americanos; então, para evitar lidar com os cartéis mexicanos e sua cobrança de pedágio. A África Ocidental se posicionou como uma alternativa viável para nutrir o mercado europeu. Hoje, além de servir de ponte para a Europa, a África Ocidental é usada para traficar cocaína para os Estados Unidos, Ásia e, às vezes, Oceania …”

O Primeiro Comando da Capital organizou nacionalmente centenas de grupos criminosos locais, criando uma rede integrada de logística, que permitiu que o tráfico internacional de drogas se deslocasse dos tradicionais cartéis da América Hispânica para o Brasil.

Organizações criminosas estrangeiras, como a ‘Ndrangheta e o Hezbollah, aproveitando essa estrutura, firmaram parceria com a facção PCC 1533 e entregou a ela o gerenciamento de compra, transporte e envio em território americano.

Essa integração das facções sob o manto da facção paulista se deu nos últimos anos graças ao sistema carcerário brasileiro que, com sua política de transferências, integra os diversos líderes de facções.



Se é verdade que o governador de São Paulo sufocou e desestruturou a organização do Primeiro Comando da Capital, as drogas estariam se acumulando nos países produtores e os usuários europeus estariam sofrendo crises de abstinência – só que não.

Se o PCC deixasse de gerenciar o sistema, as drogas continuariam a ser distribuídas, seja por grupos locais pulverizados ou diretamente pela organização criminosa italiana. A realidade é que a estrutura de distribuição e embarque se mantém.

Será então que João Doria mente ao afirmar que a Família 1533 deixou de controlar o crime de dentro das prisões? Ou será, então, que era verdade quando o ex-governador Alckmin afirmou que já havia cortado a comunicação de dentro dos presídios paulistas?

E se assim for, os esforços e gastos nas megaoperações de transferências para presídios federais terão sido apenas para a satisfação da mídia e dos eleitores punitivistas, sem resultado nas ruas, exceto integrar cada vez mais as lideranças das facções.


Há alguns anos, conheci através de grupos sociais, garotos que da África mantinham relações com os PCCs brasileiros. Era gente simples, vivendo em ruas de terra e ostentando – a única diferença que percebi é que entre eles alguns eram muçulmanos.

Antes de conhecer Carolina eu não imaginava como é a teia que envolve esses garotos que, tanto aqui quanto lá, são mortos pela polícia impunemente enquanto caravanas passam repletas de drogas com o conluio dos agentes públicos.

O mercado nunca é combatido, sempre seus operadores, o que faz com que, por vezes, rotas e parceiros logísticos tenham que ser substituídos. Contudo, o volume produzido e consumido se mantenham crescendo:
“… os primeiros latino-americanos a entrar nessa rota foram os pôsteres Zetas, Sinaloa e Jalisco Nueva Generación, com a ajuda da italiana N´Drangheta . […] Da mesma forma, organizações criminosas colombianas têm ligações com a África. O porto de Santos funciona como um dos principais centros de saída do continente vizinho. Lá, o PCC lida com grande parte do tráfico de drogas.”


Assim como a década de 1990 foi fundamental para o amadurecimento da facção PCC 1533 e demais organizações criminosas brasileiras, as diásporas libanesa e nigeriana estruturaram as famílias de traficantes que já existiam na África desde a década de 1950.

O Primeiro Comando da Capital integrou essas famílias da África, se associando a elas sem lhes tirar a liberdade, o mesmo procedimento que é aplicado com sucesso dentro do território nacional e nos outros países nos quais atua.

Não se pode afirmar com certeza quando o Primeiro Comando da Capital iniciou suas operações por lá, mas se sabe que as facções brasileiras mantêm laços comerciais desde 2012, e o Hezbollah tem uma presença importante naquelas bandas:
O relacionamento é estratégico: o Hezbollah possui expertise e contatos nas rotas do Caribe e África, e mantêm relações comerciais com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC); por sua vez o PCC entra como intermediário na logística nos países do Cone Sul.


É fato que ao longo da última década os diversos governos paulistas, incluindo o de João Dória, implantaram com sucesso ações para controlar e isolar a massa carcerária das ruas, no entanto o tráfico e a criminalidade continuam aqui fora com seu fluxo inalterado.

A política de combate às drogas que levou ao poder governantes por todo o Brasil está se mostrado apenas eficaz como ferramenta na limpeza étnica e social, sem macular o tráfico de drogas, tanto o que nas ruas quanto o transnacional.

Assim, o Primeiro Comando da Capital mantém o ritmo das exportações por portos no Brasil, na Argentina e no Uruguai, consolidando nossa nação ao lado da Colômbia e Venezuela como os maiores exportadores de cocaína da América Latina,

Nem a senhora da vila Santa Maria do Campo acreditou que todo esse esquema internacional foi arranhado pelo governador João Dória, apesar do seu sorriso “de sem vergonha”.



A formação fasciculada da facção paulista permite que sejam desenvolvidos contatos nas mais diferentes camadas do tecido social, cooptando criminosos, trabalhadores e autoridades civis, militares e policiais nas mais diversas nações em que se faz presente.

Carolina conta que acredita que a mesma metodologia usada pelo Primeiro Comando da Capital é utilizada pela ‘Ndrangheta, distribuidora final de grande parte das drogas exportadas para o hemisfério norte:
“Da mesma forma, parece não haver necessidade de competir pelo controle de outro espaço territorial quando as organizações já gerenciam os lugares que são necessários para eles. O ‘saque’ é grande o suficiente para que todos fiquem satisfeitos com o ganho. Coloque em claro: por que o PCC enfrentará uma organização nigeriana, a fim de controlar um traço da rota da cocaína para o primeiro mundo, se ela puder se concentrar em tentar alcançar a hegemonia dentro do Brasil e até mesmo Você pode fortalecer sua presença transnacional em lugares estratégicos de produção e transporte, como Bolívia, Peru, Paraguai e até Argentina?”
Enquanto isso, acompanho a mãe e a irmã de mais um garoto morto pela polícia para que o Estado possa demonstrar que há um efetivo combate ao tráfico de drogas. Me pergunto se a senhora está certa. Será realmente que “não se pode se trancar em casa com as persianas fechadas para sempre”?

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